Pedaço de mal caminho

De alguma forma, a dor de dentro dos seus olhos é apenas o começo…

Tédio. Isso resume toda a madrugada de um universitário em férias. Falemos a verdade, todo mundo está com o maior tédio, as férias possuem seu lado de diversão (pois é, você está de férias), mas, também, o tédio domina a todos, como no meu caso. Exatamente agora, meia noite e algo, estou escrevendo este texto, que, provavelmente, poucas pessoas olharão para ele, algumas não estarão nem ai para tudo que estou escrevendo aqui (se ele for lido).

Como sempre, coloquei uma trilha para a minha madrugada, que, na seleção, acabei optando pelo novo trabalho do Hangar, The Reason of Your Conviction. Lançado esse ano, exatamente este mês, o álbum conta “a história de uma pessoa comum que, após ter ficado adormecida por três dias, sente algumas perturbações mentais e resolve mudar completamente sua vida, buscando novas aventuras e tentando ter novas sensações. Durante esse sonho, vozes o ensinam todas as frases secretas para sua vida fazer algum sentido. Essas frases estão incompletas e seu complemento deverá se encontrado através das experiências vividas pelo personagem principal. Após o sonho, tudo pode ser visto de uma outra maneira e não só ele percebe que agora não é mais a mesma pessoa como todos que estão à sua volta também percebem isso”.

Sim, sim, sim, o famoso trabalho conceitual que todos conhecemos muito bem e que muitos, no heavy metal, já lançaram; logo, nenhuma novidade. Mas, preste atenção na idéia do cd, uma história interessante pelo menos. Não sei o porque, mas toda a déia do deste trabalho lembra o clássico Operation Mindcrime, do Queensrÿche. Nada de cavalos alados, dragões e caralhos a quatro. A história tem por idéia central mostrar a mente humana, sonhos, aprendizagem, sentimentos profundos. Dei uma passada de olho em todas as letras, realmente é um trabalho que vai além de qualquer disco comum; o fará refletir e ter diversas sensações enquanto o escuta ou, até mesmo, o lê. Acho devidamente justa a leitura de todas as letras em ordem para se ter uma idéia de toda a trama, realmente genial. Ponto para Aquiles Priester. Pode-se tirar daí um filme ou, quem sabe, uma história em quadrinhos, talvez consigam esses meios transmitir toda a essência das letras, juntamente, mais tarde, com a música. Perturbação, é o que importa!! O trabalhar da mente humana intriga há séculos a muitos estudiosos e até mesmo o idealizador do cd, que possui uma quedinha por serial killers e suas histórias.

Vamos à sonoridade. Na primeira ouvida me lembra qualquer banda Power Metal atual, realmente não botei fé no disco. Porém, após escutar cuidadosamente defini The Reason of Your Conviction como: “o disco que o Masterplan sonhava em compor”; simples, não? “Nossa, mas que cara exagerado”, não amiguinho da poltrona, apenas estou sendo sincero. O som do álbum chega a ser muito parecido com o primeiro álbum do falecido, brincadeira, Masterplan – Masterplan. Escuto e realmente imagino Jørn Lande se esguelando no microfone, Roland Grapow arregaçando as guitarras e Uli Kusch maiando a bateria. Bom, The Reason of Your Conviction não é uma cópia de Masterplan, o trabalho possui sua cara e dos integrantes do Hangar – especialmente Aquiles Priester, que traz toda a “pegada” na bateria e mensagem nas letras.

Os vocais de Nando Fernandes fazem a diferença para o disco, uma voz agressiva e que em momentos – Call me in the name of death – se torna suave e harmônica; a maneira rasgada ajudou na minha idéia do álbum “marterplanizado”, Nando consegue chegar próximo a voz de Jørn Lande. A mudança de vocais para esse novo álbum, acredito que, foi o ponto central da inovação do trabalho.

A vontade é de comentar faixa por faixa, a cada música é um sentimento, uma idéia, um som diferente. Destaco “The Reason of Your Conviction”, “Hastiness”, “Captivity (a house with a thousand rooms)”, “Call Me in The Name of Death” e “When The Darkness Takes You”; escutem, é de outro mundo. A pausa temporaria da banda Angra foi, talvez, para Aquiles Priester uma das melhores coisas para que este disco tenha saído quente e trabalhadíssimo, o tempo gasto não foi desperdiçado.

“The Reason of Your Conviction” foi um dos grandes lançamentos do ano de 2007, que, para outras bandas, foi um ano de muito proveito. Uma porrada de ótimos discos foram lançados esse ano e, no metal, o trabalho do Hangar está entre eles.

(Texto originalmente publicado em 17/12/2007 no Blog Calangoscópio e republicado no site Whiplash)

Sobre desrespeito e heavy metal

Depois da noite de ontem, já imagino o que os organizadores do show do Iron Maiden em Interlagos pensam dos fãs de heavy metal: um bando de animais. O show tinha de tudo para dar certo. Espaço, promessas de uma apresentação inesquecível, muitos – muitos mesmo, foram mais de 60 mil – fãs da banda e música de qualidade. Infelizmente, disso tudo, apenas o espaço pecou (tirando aqueles fãs otários que sempre existem).

O desrespeito com os pagantes, sim, nós mesmos, foi tremendo. Má organização na entrada, mais ainda dentro do autódromo e na saída do evento; quer dizer, um completo fiasco e dor de cabeça para quem foi com a intenção de se divertir. Do lado de fora, filas quilométricas e má organização, coisa de quase dar a volta em Interlagos. Não negarei que cortei fila, estava fora de cogitação fazer parte daquilo que levaria mais de uma hora só para entrar; além de uma boa caminhada lá dentro.

Era uma maratona – irônico ser em Interlagos. Depois de passar pelos portões, havia uma bela estrada de tijolos amarelos a ser percorrida: um largo corredor, comprido mesmo e estreito (lembre que são mais de 60 mil pessoas), dava acesso a separação entre pista premium e normal, mesmo caminho, logo, maior confusão depois. Aí você pensa: “Ah, tudo bem. Em todo show tem um pouco de fila”. Nada disso, mais ainda quando se trata de 60 mil semi-zumbis cansados e cobertos de lama; sim, lama.

Dizem que banhos de lama fazem bem à pele, não percebi isso. Fiquei embarreado até o joelho, sem contar que eu estava me sentindo no manguezal. Choveu cedo naquele dia, mas quem liga? Qual o motivo de não colocar sobre a grama, chovendo ou não, tapumes para a alegria dos pagantes? Afinal, merecemos conforto; aé, falei do respeito também? Patinar, escorregar e atolar na lama era hobby ali dentro.

Ocorreu um atraso, claro, show que é show tem que ter atraso. Não culpo a banda, muito menos a organização por isso. Mentira, a organização novamente fazendo aquilo que sentíamos em baixo de nossos pés – a sensação da lama era equivalente à da mais pura e pegajosa merda. Começa o show. Algo espetacular, uma apresentação memorável. Sem palavras, não há do que reclamar de uma das maiores bandas do mundo. Eles fizeram o que prometeram e todos saíram satisfeitos.

A questão em si não é a apresentação. Após o show teve mais maratona: a saída de mais de 60 mil fãs destruídos por locais de pouco acesso, estreitos mais do que o diabo. Resultado: tumulto, espera, fila, gente pulando grade, grade pulando gente, pessoas passando mal, o mal passando pela cabeça das pessoas e tudo de ruim que existe no mundo. Não dava para sair, o jeito – escolhidos por muitos – foi abrir caminho; destruição das grades e divisórias, construção de novas passagens. Agora me pergunto, e se tivesse dado algum problema maior, como saíriam todas aquelas pessoas? A saída de emergência não funcionaria, como não funcionou. A organização deu sorte de não ter acontecido nada de relevante, perigoso e desastroso.

Lugar sem estrutura não merece receber uma banda de tanto prestígio, muito menos seus fiéis fãs; pagamos – e caro – por um tratamento de um bando de animais. Tudo isso valeu por ser o Iron Maiden em uma apresentação marcante. Que isso sirva de lição para Interlagos e todos os organizadores, agora se virem com a destruição que deixamos devido sua filha da putisse.

(Texto originalmente publicado dia 16/03/2009 e republicado a pedidos de André Forastieri no blog BIS da MTV)

The Rising

Cacete!

A primeira palavra que veio em minha cabeça quando coloquei para ouvir The Crusade do Trivium no meu iPod. Mandei o órgão genital não somente por conta do tempo que não ouvia esse cd, mas, também, porque não lembrava como esse álbum era realmente foda.

Agressividade e melodia se encontram, e combinam perfeitamente, tanto nos instrumentos, quanto nos vocais de Matt Heafy (o cara que usa jeans feminino, não podia deixar passar essa). Como muitos dizem, o Trivium conseguiu unir o heavy metal com o thrash metal, especificamente a fase “Ride The Lightning” do Metallica. Porradaria do Metallica em conjunto com os belos duetos de guitarra do bom e velho Iron Maiden colocaram o Trivium em destaque no ano de 2006. Na verdade, não apenas no ano, mas, sim, como destaque como o retorno de um metal de verdade; um metal que estava perdido com o tempo. Há alguns anos era difícil conseguir encontrar alguma banda que realmente conseguisse chamar atenção por um som original e cativante ao mesmo tempo. Não que nesses anos não houvesse nenhum lançamento interessante na cena, mas faltava algo novo, algo que chutasse algumas bundas e gritasse: “Porra! Estamos aqui para detonar!” Clichê? Magina!

Eis que surge The Crusade: acabou com tudo, chutou bundas e ficou marcado na história do heavy metal! Não há criticas a serem feitas de um cd praticamente perfeito, tanto nas letras um tanto políticas e caóticas, mas que podem levar a pensar muito a respeito do nosso mundo. Não quero falar de política por aqui, não que música e esse assunto não se misturem, mas para falar de política na música temos que falar de Bob Dylan e, até mesmo, Bruce Springsteen; no caso perderia todo o sentido deste texto, estamos falando de metal, não?

Voltando, o Trivium demonstra um grande amadurecimento tanto nas letras, quanto na sonoridade, uma banda que era apenas mais um grupo de garotos tocando metalcore acabou virando um destaque do heavy metal anos mais tarde. Tudo indica um grande futuro para a banda e uma grande conquista no cenário mundial, não queria falar isso, mas um dia, quem sabe, eles sejam realmente grandes.

So raise your voices with me

And sing this song of unity

So raise your hands up with me

And hold this moment eternally

Tenho fé nessas palavras e acredito que dentro de pouco tempo essa banda poderá se tornar uma das maiores do cenário heavy metal. O seu pequeno espaço já conquistaram e, também, a mim, a pessoa mais chata para se ouvir música, hahahahha. O nome da música? The Rising. Interessante, não?

We are the fire!!

(Este texto foi originalmente publicado no blog Calangoscópio.)

Anos 2000

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Mundo

Na política internacional, este período é marcado especificamente pelos conflitos militares entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, a chamada Guerra ao Terrorismo, representados pela Guerra do Afeganistão e Guerra do Iraque e pelo apoio dos Estados Unidos á Israel na Guerra Israel/Líbano e na Guerra da Palestina, ocorrendo também guerras civis na Palestina (Hamas X Fatah), no Iraque (Sunitas X Xiitas) e no Afeganistão (Regime Talebã X Líderes Tribais).

Os conflitos entre Estados Unidos e Oriente Médio foi desencadeado pelos atentados terroristas do World Trade Center em Nova York (em 11 de setembro de 2001), chegando alguns a afirmar que se tratava de um choque entre as civilizações ocidentais e orientais. Iniciam-se as invasões americanas nos países do Oriente Médio e chegam ao fim as ditaduras de Saddam Hussein no Iraque e dos Talibans no Afeganistão,o que, em certo ponto, beneficiou o atual inimigo dos Estados Unidos: o Irã, pois seus piores inimigos eram a ditadura de Saddam Husseim e o regime Taliban, por causa do conflito entre Xiitas e Sunitas. A União Europeia passa a adotar o euro como moeda comum entre os países membros do bloco. Na América Latina, inicia-se também uma onda de esquerda e anti-americanismo, representadas especificamente pelo presidente venezuelano Hugo Chávez,apoiado por Evo Morales. O que não impede,porém,que o regime socialista de Cuba tenha uma grande derrocada, devido ás doenças de Fidel Castro

Na economia, após os anos 1990 terem sido marcados pelas privatizações e redução do papel do estado, na década 2000, tem início o enfraquecimento do neoliberalismo, com a retomada das estatais nos setores estratégicos de infraestrutura, o que sempre ocorreu na China, sendo um dos motores de seu crescimento. Ocorre também na Rússia e na Argentina (recém-saídos de graves crises econômicas), no Brasil e em alguns países da europa. A economia mundial passa pelo seu maior período de prosperidade e estabilidade até o final do ano de 2007, quando é desencadeada a Crise do crédito hipotecário de alto risco que coloca em risco a economia de vários países, principalmente dos desenvolvidos.

Nesta década, a Internet se consolida como veículo de comunicação em massa e armazenagem de informações,principalmente após a fase da World Wide Web e a globalização da informação atinge um nível sem precedentes históricos.

A década também é marcada pela expansão da telefonia fixa e o uso de celulares. E também pela chegada de várias operadoras e pela tecnologia VOIP (telefonia via internet, como o Skype) A tecnologia tem grande destaque como as tvs de plasma e os desktops de tela LCD, tornando as tvs e monitores CRT obsoletos;A chegada da TV digital; Internet banda larga; Aumento na compra de computadores; popularização de desktops e laptops em relação aos PCs, Explosão de Lan Houses (Brasil). No final da década, o mundo se depara com a 1ª pandemia do terceiro milênio – gripe suína.

Brasil

A década de 2000 ficou marcada como a década em que a esquerda política brasileira teve um representante seu eleito presidente do país, através de um legítimo processo democrático. O presidente eleito foi Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002, após quatro tentativas anteriores, e reeleito em 2006. Também foi época de casos de corrupção, como o caso Waldomiro Diniz e o “Mensalão”.A eleição do Cristo Redentor como uma das Sete Maravilhas do Mundo e a visita do “Papa Bento XVI” também marcaram a década no Brasil.

Fonte: Wikipedia

Anos 90

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Mundo

Otimismo e esperança seguiram o colapso do Comunismo, mas os efeitos colaterais do fim da Guerra Fria estavam só começando, como o advento terrorista em regiões do Terceiro Mundo, especialmente na Ásia. O Primeiro Mundo experimentou crescimento econômico estável durante toda a década.

Muitos países, instituições, companhias e organizações consideraram os 90 como “tempos prósperos”. Muitos países ocidentais tiveram estabilidade política e diminuíram a militarização devido ao fim da Guerra Fria, levando ao crescimento econômico e melhores condições de vida para as classes altas. Isso também teve a colaboração dos baixos preços de petróleo, devido a um excesso de óleo no mercado. Países da ex-URSS tiveram sua capitalização financiada pela descoberta de petróleo e gás natural.

Apesar da prosperidade e democracia, houve um “lado negro” significativo. Na África, o aumento nos casos de AIDS e inúmeras guerras levaram á diminuição da expectativa de vida e nada de crescimento econômico. Em ex-nações soviéticas, havia fuga de capital e o PIB decrescente. Crises financeiras nos países em desenvolvimento foram comuns depois de 1994, apoiados pela globalização. E eventos trágicos como as guerras nos balcãs, genocídio de Ruanda, a Batalha de Mogadíscio e a primeira Guerra do Golfo, assim como o crescimento do terrorismo, levou á idealização do choque de civilizações.

A cultura jovem foi caracterizada por ambientalismo, antiglobalização capitalista, empreendedorismo e vulgaridade artística. Modas eram individualistas, as mais notáveis tatuagens e piercings. Jovens se interessaram por atividades ligadas á natureza como escalada e caiaque.

Brasil

Os anos 90 começaram com instabilidade, com o confisco de poupanças do presidente Fernando Collor. Os negócios escusos de Collor mais tarde levariam milhares de jovens (mobilizados por uma forte campanha de mídia) a criarem o movimento “Caras Pintadas” e pedirem seu impeachment.

No governo seguinte (Itamar Franco), o país experimentou estabilidade econômica e crescimento com o Plano Real(1994), que igualava a paridade da moeda e do dólar. O Ministro da Fazenda que criou o Real, Fernando Henrique Cardoso, se elegeria presidente por duas vezes seguidas naquela década. O Real só começaria sua desvalorização no final da década.

Música

Com a ajuda da nova emissora de televisão MTV, o rock voltou às paradas com o estilo grunge, popularizado em grupos como Nirvana e outros grupos de Seattle, como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Stone Temple Pilots. Com a morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana, em 1994, o movimento começa a perder força.

O Metal Sinfônico começa a se manifestar com a aparição de bandas como Within Temptation, Nightwish , Tristania , After Forever entre outras. Estas bandas implementam temas mais escuros e profundos nas suas letras, usando sons orquestrais e coros juntamente com os sons típicos do rock.

O rock nacional revela vários nomes, dos mineiros Skank, Jota Quest e Pato Fu, ao mangue beat de Chico Science & Nação Zumbi, passando pelos Raimundos, Mamonas Assassinas e Charlie Brown Jr. No heavy metal, destaque para o Sepultura e para os paulistas do Angra. No hard rock nacional, destacou-se o Dr. Sin e Golpe de Estado.

Fonte: Wikipedia

Anos 80

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Os anos 80, foi o período de tempo entre os anos 1980 e 1989. Foi um período bastante marcante para a história do século XX segundo o ponto de vista dos acontecimentos políticos e sociais: é eventualmente considerada como o fim da idade industrial e início da idade da informação, sendo chamada por muitos como a década perdida para a América Latina.

Desenvolvimento do CD;
Lançamento da estação espacial MIR, da União soviética;
Popularização dos computadores pessoais, ou PCs, walkmans e videocassetes;
Descoberta da AIDS;
Queda do Muro de Berlim;

O hard rock distribui-se em inúmeras vertentes: (trash metal, speed metal, black metal, etc.). Inúmeras bandas de rock e pop surgiram nos anos 80: Dire Straits, A-ha, Supertramp, U2, The Smiths, Duran Duran. Algumas, surgidas em meados dos anos 70, só se consolidaram na década de 80; no Brasil, RPM, Ultraje a Rigor, Titãs, Legião Urbana, Barão Vermelho, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, entre outras.

Os anos 80 são conhecidos como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais vendáveis e populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. No underground é criado o rótulo “música industrial” para bandas eletrônicas mais experimentais e obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990. No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio (1985). É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984.

Dentre os artistas internacionais mais carismáticos, destacam-se Michael Jackson, com o álbum Thriller, o mais vendido da história, e que também inventou o videoclipe moderno; a contraparte feminina, Madonna e Cyndi Lauper, um dos principais ícones fashion de todos os tempos; Tina Turner voltou ao mundo da música lançando um novo álbum, Private Dancer, mega sucesso, além de apresentações eletrizantes ao redor do mundo. Outros cantores que se destacam nessa década são Kylie Minogue, Janet Jackson, Boy George, Lionel Richie, David Bowie, Whitney Houston, Paula Abdul, Prince, Billy Idol, Bruce Springsteen, Laura Branigan, Roxette entre outros.

Fonte: Wikipedia

Anos 70

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Foi a época em que aconteceu a crise do petróleo, o que levou os Estados Unidos à recessão, ao mesmo tempo em que economias de países como o Japão começavam a crescer. Nesta época também surgia o movimento da defesa do meio ambiente, e houve também um crescimento das revoluções comportamentais da década anterior. Muitos a consideram a “era do individualismo”. Eclodiam nesta época os movimentos musicais do rock’n’ roll, das discotecas, e também do experimentalismo na música erudita.

A economia mundial, e particularmente a dos Estados Unidos, entra em recessão após a crise do petróleo de 1973, quando a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) triplica o preço do barril de petróleo. Tal fato ocorreu como retaliação dos países árabes, maioria dos constituintes da OPEP, aos Estados Unidos por estes terem apoiado Israel na Guerra do Yom Kippur, neste mesmo ano. O Brasil, ainda sob impulso do milagre econômico, posterga os efeitos desta primeira crise do petróleo utilizando reservas cambiais e, em seguida, empréstimos internacionais para equilibrar sua deficitária balança comercial. Porém o milagre econômico começa a entrar em declínio.

Foi a última década do período classic rock. É também conhecida como a “década da discoteca”, devido ao surgimento da dance music. Surge também o movimento punk e o glam rock, onde o chique e o glamour faziam parte do visual. David Bowie, com o seminal disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars é o maior expoente.

A incorporação de instrumentos de música erudita no rock já havia se iniciado dos anos 60, mas só ganhou ares de movimento (também derivado da psicodelia sessentista) no início dos anos 70, no que é conhecido como rock progressivo. Diversos artistas se reuniram na proposta, sendo os de grande destaque Pink Floyd, Genesis, Yes, Jethro Tull, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson, Mike Oldfield, Van Der Graaf Generator, Gentle Giant, no terreno britânico. Também caíram no gosto bandas germânicas (Can, Faust, Neu!, Tangerine Dream, Amon Düül e Kraftwerk) e italianas (Le Orme, Formula Tre e Premiata Forneria Marconi). Canadá (Rush), Bélgica (Univers Zéro) e Holanda (Focus) também dão sua contribuição.

A aceleração e distorção do blues, dando origem ao hard rock, também havia se iniciado ainda nos anos 60, mas foi na década de 70 que ela surgiu com toda a força. Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple eram as bandas que lideravam o estilo. Outros destaques são Kiss e Aerosmith. No sul dos EUA, o hard rock ganha uma sonoridade característica, conhecida como southern rock, onde os grupos Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd são os mais bem lembrados. Na relação rock e blues, os Rolling Stones têm a sua fase mais criativa no início da década.
Michael Jackson lança seus primeiros quatro álbuns em carreira solo: Got To Be There e Ben em 1972 e Music and Me em 1975, mas o sucesso vem mesmo com seu primeiro álbum em fase adulta: Off The Wall, em 1979 que já vendeu cerca de 20 milhões de cópias.

Fonte: Wikipedia