2000

Iron Maiden – Brave New World – 2000

Esse é o retorno de um Iron Maiden revigorado. É o primeiro disco que marca a volta do vocalista Bruce Dickinson e do guitarrista Adrian Smith, além e ser a primeira gravação a contar com os três guitarristas – que seguiriam até hoje dessa maneira. É impressionante notar como o Iron Maiden continua ainda melhor com o passar do tempo, e como seus integrantes contribuem de forma incrível em cada música. Acho um excelente trabalho de retorno do verdadeiro Iron Maiden, logo depois de uma série de disco bem meia boca. Vale conferir, assim como o disco ao vivo gravado no Rio de Janeiro dessa turnê: Rock in Rio.

The Wicker Man – 4:35
Ghost of the Navigator – 6:50
Brave New World – 6:18
Blood Brothers – 7:14
The Mercenary – 4:42
Dream of Mirrors – 9:21
The Fallen Angel – 4:00
The Nomad – 9:06
Out of the Silent Planet – 6:25
The Thin Line Between Love and Hate – 8:26

System Of A Down – Toxicity – 2001

Acho que já fui criticado apenas de colocar esse disco, assim como a banda, na lista. Não tem problema. Muitos fãs de heavy metal não concordam em colocar System Of A Down, e outras bandas de “nu-metal”, em listas do gênero, mas essa banda não vejo problema. Eles estouraram com a música pesada numa época em que o heavy metal estava em baixa – diferente dos anos 80, seu auge total -, aparecendo na MTV, nas rádios, onde quer que se fosse. Isso chamaria atenção, e ajudaria em certo ponto o metal. Esse foi o disco de maior sucesso da carreira da banda e o que mais chamou atenção, vale ouvir e decidir se é metal ou não. It’s up to you.

Prison Song – 3:21
Needles – 3:13
Deer Dance – 2:55
Jet Pilot – 2:06
X – 1:58
Chop Suey! – 3:30
Bounce – 1:54
Forest – 4:00
ATWA – 2:56
Science – 2:43
Shimmy – 1:51
Toxicity – 3:39
Psycho – 3:45
Aerials – 3:53

Children of Bodom – Follow The Reaper – 2001

Guitarras melódicas, pesadas e agressivas, vocais mais agressivos ainda e teclados que fazem a diferença. Considero esse um dos melhores discos, quase empatado com Hate Crew Deathroll, dessa talentosa banda finlandesa, o Children of Bodom. Difícil escolher apenas um disco deles, eles possuem ótimos trabalhos, com a mesma base do sucesso e poucas mudanças entre eles, sem deixar de perder a qualidade. Eles eram diferentes, chamaram atenção e até hoje fazem sucesso no meio. Consistente, mas a dureza está em tentar entender os vocais – que segundo o próprio vocalista Alexi Laiho, ele canta qualquer coisa ao vivo.

Follow the Reaper – 3:47
Bodom After Midnight – 3:43
Children of Decadence – 5:34
Everytime I Die – 4:03
Mask of Sanity – 3:58
Taste of My Scythe – 3:58
Hate Me! – 4:44
Northern Comfort – 3:48
Kissing the Shadows – 4:32

Angra – Rebirth – 2001

Esse disco é o retorno do Angra com novos membros após uma longa procura, e o primeiro álbum após a saída do vocalista André Matos, do baixista Luis Mariutti e o baterista Ricardo Confessori. Rebirth é melódico, consistente e também era a procura de uma nova identidade, principalmente com tantos novos membros e suas exuberantes habilidades individuais. Para um disco de estreia era sensacional, bem estruturado, com grandes composições e que grande parte das músicas acabaria por serem sucessos e virarem clássicos da nova formação. Altamente recomendado!

In Excelsis – 1:05
Nova Era – 4:52
Millenium Sun – 5:09
Acid Rain – 6:09
Heroes of Sand – 4:37
Unholy Wars – 8:13
Rebirth – 5:15
Judgement Day – 5:37
Running Alone – 7:12
Visions Prelude – 4:31

Nightwish – Century Child – 2002

O Nightwish vinha de uma fase em que a cada disco lançado crescia cada vez mais e a qualidade também aumentando sem precedentes. Com Century Child, os finlandeses alcançaram o seu auge nas composições e também no sucesso do grupo – acredito que seja a banda de maior sucesso do país. A entrada do baixista Marco Hietala foi crucial para o avanço do Nightwish, além de um grande baixista, Marco possuía uma incrível voz – mais agressiva e melódica, contrapondo os vocais líricos de Tarja Turunen. Em 2002, esse foi meu disco favorito, sem nenhuma dúvida, e continua na minha lista de favoritos até hoje.

Bless The Child – 6:12
End of All Hope – 3:54
Dead To The World – 4:19
Ever Dream – 4:43
Slaying The Dreamer – 4:31
Forever Yours – 3:51
Ocean Soul – 4:14
Feel For You – 3:54
The Phantom Of The Opera – 4:09
Beauty Of The Beast – 10:24

Shaman – Ritual – 2002

Com a saída do Angra, André Matos e cia. decidiram colocar uma nova banda no cenário. Com os mesmo integrantes que saíram do Angra e adicionando o talentoso guitarrista Hugo Mariutti – irmão de do baixista Luis -, estaria formada a banda power Shaman. Novamente, um disco de estreia bombástico, com muitas guitarras, melodias e belas composições, sem falar nos vocais de Matos, ainda melhores. O próximo disco não faria tanto sucesso quanto esse, e mais tarde a formação trocaria quase toda e o novo disco seria mais inferior ainda. Uma pena, a banda era boa e Matos seguiria uma carreira solo não tão boa assim.

Ancient Winds – 3:16
Here I Am – 5:56
Distant Thunder – 6:22
For Tomorrow – 6:47
Time Will Come – 5:32
Over Your Head – 6:37
Fairy Tale – 6:56
Blind Spell – 4:34
Ritual – 6:37
Pride – 4:11

Arch Enemy – Anthems Of Rebellion – 2003

Esses suecos conquistaram meu coração com esse disco. Mesmo com grandes lançamentos anteriores, foi com Anthems of Rebellion que considerei o Arch Enemy significante em minha vida. A primeira vez que escutei esse ótimo disco achei muito bom, ótimas composições, melodias, agressividade, tanta agressividade que me conquistou ainda mais no metal extremo. O mais interessante de tudo: vocais extremamente agressivos feitos por uma mulher, a talentosíssima alemã Angela Gossow. Não tem como descrever esse disco, e os próximos grandes que viriam ao longo dos anos, é escutar e deixar o queixo cair.

Tear Down the Walls (intro) – 0:32
Silent Wars – 4:15
We will Rise – 4:07
Dead Eyes See No Future – 4:14
Instinct – 3:37
Leader of the Rats – 4:21
Exist to Exit – 5:22
Marching on a Dead End Road – 1:17
Despicable Heroes – 2:12
End of the Line – 3:36
Dehumanization – 4:15
Anthem – 0:57
Saints and Sinners – 4:41

Lamb of God – Ashes Of The Wake – 2004

Assim como os discos do Pantera, considero Ashes of the Wake, como também o Lamb of God, um soco na cara de agressividade e peso. Mesmo com um som um pouco “comum” no cenário metal dos EUA, o Lamb of God conseguiu o merecido destaque com grandes discos e também nas vibrantes apresentações ao vivo. Ao longo dos anos a banda foi evoluindo nas composições e, assim, crescendo mais do que suas concorrentes, que caíram na mesmice. Considero uma das melhores bandas na atualidade no metal extremo, ainda vão crescer muito, agora já conquistaram o mainstream. Vale lembrar que os caras já criticaram a revista Veja por “não fazer a lição de casa” e defini-los de maneira errônea, que feio.

Laid to Rest – 3:50
Hourglass – 4:00
Now You’ve Got Something to Die For – 3:39
The Faded Line – 4:37
Omerta – 4:45
Blood of the Scribe – 4:23
One Gun – 3:59
Break You – 3:35
What I’ve Become – 3:28
Ashes of the Wake – 5:45
Remorse Is for the Dead – 5:41
Another Nail For Your Coffin – 4:37

Mastodon – Leviathan – 2004

Na leva de bandas novas e talentosas, Mastodon se destaca de forma mais do que necessária. Com uma mistura de estilos em suas composições agressivas, eles alcançariam maior fama com o lançamento de Leviathan, um disco conceitual. Agressividade, vocais rasgados, guitarras melódicas, rápidas e pesadas – sem esquecer um toque de experimentalismo -, talvez seja essa a fórmula do sucesso desse quarteto americano. Escutar esse disco é uma experiência inigualável, assim como os próximos. Não deixe de ouvir o futuro do metal.

Blood and Thunder – 3:49
I Am Ahab – 2:45
Seabeast – 4:15
Island – 3:27
Iron Tusk – 3:03
Megalodon – 4:22
Naked Burn – 3:43
Aqua Dementia – 4:12
Hearts Alive – 13:39
Joseph Merrick – 3:33

Angra – Temple of Shadows – 2004

Logo depois de Rebirth, viria o desafio maior do novo Angra: mostrar que realmente permaneceriam como a grande banda que eram. Para isso, viria Temple of Shadows, o melhor disco da nova fase, e talvez o álbum em que se encontraram de vez como banda e nas composições. Com grandes participações do heavy metal mundial, como Kai Hansen (Gamma Ray), Hansi Kürsch (Blind Guardian) e Sabine Edelsbacher (Edenbridge), além de uma participação mais do que especial do lendário músico brasileiro Milton Nascimento. Com músicas mais marcantes, fortes e diversificadas, Temple of Shadows conquistou o cenário nacional e internacional, com ótimas críticas para todos os lados. Todos os integrantes estão em grande forma, é um disco essencial mesmo!

Deus Le Volt! – 0:52
Spread Your Fire – 4:25
Angels and Demons – 4:11
Waiting Silence – 4:55
Wishing Well – 3:59
The Temple of Hate – 5:13
The Shadow Hunter – 8:04
No Pain for the Dead – 5:05
Winds of Destination – 6:56
Sprouts of Time – 5:09
Morning Star – 7:39
Late Redemption – 4:55
Gate XIII – 5:03

Arch Enemy – Doomsday Machine – 2005

Em 2005 o Arch Enemy voltaria com um disco destruidor. Doomsday Machine é um disco pesado, mais agressivo que os anteriores, com ótimas composições, harmonias e peso. Um pouco mais evoluído que Anthems of Rebellion, Doomsday Machine continua na mesma levada, só que melhor. O Arch Enemy mostraria que realmente é bom, mostrando discos melhores a cada lançamento, uma evolução impressionante – mais ainda nos vocais de Angela, a cada disco melhores e mais fortes. Um dos melhores!

Enter the Machine – 2:02
Taking Back My Soul – 4:35
Nemesis – 4:12
My Apocalypse – 5:25
Carry the Cross – 4:12
I Am Legend / Out for Blood – 4:58
Skeleton Dance – 4:33
Hybrids of Steel – 3:49
Mechanic God Creation – 5:59
Machtkampf – 4:16
Slaves of Yesterday – 5:01

Nevermore – This Godless Endeavor – 2005

Desde 1996, o Nevermore lançaria grandes discos, ainda mais nos anos 2000 com um tríplice infalível (Dead Heart in a Dead World, Enemie of Reality e This Godless Endeavor). Aclamado pela crítica, a banda seguiria numa progressiva evolução na qualidade das composições, harmonias e peso. Da agressividade e peso ao som mais leve e melancólico, o Nevermore mostraria muita diversidade em seu som, ainda mais com os vocais de Warrel Dane – realmente talentoso. É um dever escutar os três discos mencionados e ainda ir ao show desses caras, um dos melhores que já fui.

Born – 5:05
Final Product – 4:21
My Acid Words – 5:41
Bittersweet Feast – 5:01
Sentient 6 – 6:58
Medicated Nation – 4:01
The Holocaust of Thought – 1:27
Sell My Heart for Stones – 5:18
The Psalm of Lydia – 4:16
A Future Uncertain – 6:07
This Godless Endeavor – 8:55

Killswitch Engage – As Daylight Dies – 2006

O metalcore seria um gênero que viria a crescer muito durante o passar dos anos, especialmente nos EUA, e muitas bandas apareceriam no cenário com propostas um pouco parecidas demais. O Killswitch Engage se destacaria entre tantas, principalmente quando o vocalista Howard Jones mudasse seu estilo de cantar, incrementando ainda mais as músicas, já em As Daylight Dies. Esse disco foi indicado como um dos melhores e mais fortes candidatos de melhor disco em 2006, lado a lado com Blood Mountain, do Mastodon.

Daylight Dies – 4:05
This Is Absolution – 3:34
The Arms of Sorrow – 3:44
Unbroken – 3:08
My Curse – 4:04
For You – 4:03
Still Beats Your Name – 3:19
Eye of the Storm – 3:56
Break the Silence – 4:32
Desperate Times – 4:25
Reject Yourself – 4:45

Slayer – Christ Illusion – 2006

Esse seria a reunião da formação original do Slayer, que não acontecia desde 1990, para um disco mais uma vez polêmico (já por sua capa) e de grande qualidade desse quarteto histórico. Após uma série de discos medianos, o retorno do Slayer é em grande estilo, com músicas marcantes, agressivas e diversificadas. Mais moderno que os discos anteriores, sem abandonar a velha essência da banda, Christ Illusion empolga os mais desacreditados nos novos discos da banda. Os riffs, a velocidade, os solos, os vocais de Tom Araya, tudo parece melhor e se encaixar da melhor maneira possível. Bom e velho thrash metal de volta e pensando no futuro. Por essa não se esperava.

Flesh Storm – 4:16
Catalyst – 3:09
Skeleton Christ – 4:22
Eyes of the Insane – 3:24
Jihad – 3:32
Consfearacy – 3:09
Catatonic – 4:56
Black Serenade – 3:18
Cult – 4:42
Supremist – 3:51

In Flames – Come Clarity – 2006

Com uma série de bons discos, mais modernos do que o antigo estilo, o In Flames seguiu a mesma linha para o lançamento de Come Clarity. Inúmeras pessoas dizem preferir o antigo In Flames, antes de aderirem ao estilo mais alternativo e moderno dentor do metal, no meu caso, acho que esse novo estilo muito melhor e diferenciado. Os vocais de Anders Fridén parecem melhores do que antes, adicionando um pouco de sua voz limpa às músicas, sem esquecer-se do belo trabalho das guitarras melódicas, agressivas e pesadas de sempre. Destaque para Dead End, com a participação especial da cantora sueca Lisa Miskovsky. Está entre os melhores discos do In Flames e um dos que mais escuto até hoje. Melhor show do Wacken Open Air 2009!

Take This Life – 3:35
Leeches – 2:55
Reflect the Storm – 4:16
Dead End – 3:22
Scream – 3:12
Come Clarity – 4:15
Vacuum – 3:39
Pacing Death’s Trail – 3:00
Crawl Through Knives – 4:02
Versus Terminus – 3:18
Our Infinite Struggle – 3:46
Vanishing Light – 3:14
Your Bedtime Story Is Scaring Everyone – 5:25

All that Remains – The Fall of Ideals – 2006

O All That Remains se enquadra na categoria das novas bandas de metalcore que surgiram no EUA, e com uma qualidade inigualável. Na mesma linha do Killswitch Engage, All That Remains mostra um som pesado, rápido e agressivo em conjunto com vocais limpos e harmonias bem trabalhadas, o que parece dar certo nesse meio. Alguns dizem que eles foram um dos pioneiros nesse acréscimo de vozes limpas em meio ao som agressivo e vozes ferozes, tenho minhas dúvidas. Não se perde a viagem conferindo essa banda.

This Calling – 3:39
Not Alone – 3:30
It Dwells in Me – 3:14
We Stand – 3:47
Whispers (I Hear You) – 3:40
The Weak Willed – 4:06
Six – 3:22
Become the Catalyst – 3:07
The Air That I Breathe – 3:35
Empty Inside – 3:23
Indictment – 3:42

Edguy – Rocket Ride – 2006

A banda alemã Edguy foi consagrada pelo mais do que conhecido power metal icônico que trouxeram em grandes lançamentos do passado. Com Rocket Ride, Tobbias Sammet e Cia trazem um lado inesperado do grupo, uma levada mais hard rock do que parecia já cair na rotina e mesmice. Com músicas maiores e mais trabalhas, cheias de mínimos detalhes, o Edguy se reinventou, conseguiu um merecido destaque, mesmo que já consagrados, e fez esse disco estar entre meus preferidos e um dos mais ouvidos de 2006. Não decepciona, ainda bem.

Sacrifice – 8:01
Rocket Ride – 4:47
Wasted Time – 5:48
Matrix – 4:09
Return to the Tribe – 6:06
The Asylum – 7:38
Save Me – 3:47
Catch of the Century – 4:03
Out of Vogue – 4:36
Superheroes – 3:19
Trinidad – 3:28
Fucking with Fire (Hair Force One) – 4:22

Trivium – The Crusade – 2006

O Trivium começou sua carreira no metal com o mais básico dos metalcores americanos. Com o passar dos anos, eles foram evoluindo até chegar em The Crusade, disco que quebrou totalmente o estilo anterior. Mais tradicional, mesmo soando moderno, esse disco traz um Trivium mais brilhante nas composições e direcionado para o lado menos padronizado do metalcore, agora o merecido destaque estava feito. Agressivo, melódico, animado, harmônico, The Crusade não decepciona em nenhum momento, a banda teria achado finalmente um estilo na qual se basear e criar mais um disco de grande sucesso – Shogun (2008). Destaco esse pela mudança e inovação, como também pelo meu vício.

Ignition – 3:54
Detonation – 4:28
Entrance of the Conflagration – 4:35
Anthem (We Are the Fire) – 4:03
Unrepentant – 4:51
And Sadness Will Sear – 3:34
Becoming the Dragon – 4:43
To the Rats – 3:42
This World Can’t Tear Us Apart – 3:30
Tread the Floods – 3:33
Contempt Breeds Contamination – 4:28
The Rising – 3:45
The Crusade – 8:19

Nightwish – Dark Passion Play – 2007

Com a entrada da nova vocalista Anette Olson, o Nightwish se viu com a obrigação de consolidar sua imagem. A adaptação da nova vocalista com o estilo mais do que conhecido do Nightwish foi perfeito, mesmo que Anette tenha contribuído pouco com as novas composições – grande parte feita pelo líder Tuomas Holopainen, sempre muito inspirado e visionário. A diversidade no disco é visível já pela primeira música com seus 13 minutos, algumas baladas, outras músicas mais pesadas e diretas, além de um pouco mais comercial. Um belo lançamento, assim como os vocais de Anette que pareceram adaptar-se de forma esplendida.

The Poet and the Pendulum – 13:54
Bye Bye Beautiful – 04:14
Amaranth – 03:51
Cadence of Her Last Breath – 04:14
Master Passion Greed – 06:02
Eva – 04:24
Sahara – 05:47
Whoever Brings the Night – 04:17
For the Heart I Once Had – 03:55
The Islander – 05:05
Last of the Wilds – 05:40
7 Days to the Wolves – 07:03
Meadows of Heaven – 07:10

Hangar – The Reason of Your Conviction – 2007

Um dos melhores discos brasileiros desse ano, talvez o melhor. O Hangar de Aquiles Priestes, ex-baterista do Angra, iria mostrar maior força e qualidade nessa nova formação e nesse incrível disco. Com o talentoso vocalista Nando Fernandes, o Hangar lança seu disco mais poderoso, agressivo e ainda assim melódico da carreira. As composições estão realmente fortes e criativas, saindo do óbvio, talvez graças ao baterista Aquiles Priester. Muito bom mesmo, tanto que já quase furei o disco de tanto ouvir.

Just The Beginning – 01:46
The Reason Of Your Conviction – 05:10
Hastiness – 04:12
Call Me In The Name Of Death – 04:48
Forgive The Pain – 04:51
Captivity (A House with a thousand rooms) – 03:46
Forgotten Pictures – 05:19
Everlasting Is The Salvation – 04:19
One More Chance – 05:01
When The Darkness Takes You – 04:21
Annihilator – Metal – 2007

Infelizmente, desde os anos 80 o Annihilator não lançava um trabalho que se destacasse. Em 2007, Jeff Waters decidiu fazer sua homenagem ao metal e chamar grandes músicos convidados para participações mais do que especiais. Metal traz o riffmaker Jeff Waters em uma grande forma, com músicas agressivas e melódicas e com grades nomes contribuindo, como Angela Gossow(Arch Enemy), Michael Amott (Arch Enemy), Steve “Lips” Kudlow (Anvil), Alexi Laiho (Children of Bodom), Danko Jones, entre outros. Bom mesmo, de impressionar.

Clown Parade – 5:14
Couple Suicide – 3:54
Army of One – 6:01
Downright Dominate – 5:13
Smothered – 5:09
Operation Annihilation – 5:16
Haunted – 8:05
Kicked – 5:56
Detonation – 3:54
Chasing the High – 6:16

Megadeth – United Abominations – 2007

Mustaine voltaria a mais um grande lançamento, agora em 2007, com o aguardado United Abominations. Quando o disco foi anunciado, os fãs já ficaram apreensivos querendo saber o resultado do novo trabalho. Minha opinião: bem positivo, bom mesmo. Ficou entre os melhores álbuns de 2007, merecido, o disco foi bem feito. É com riffs marcantes, é com a voz característica de Mustaine, é a cara do Megadeth, infelizmente não é tão a velha forma da banda, mas é excelente. Não perde viagem, ainda mais com participação da talentosa Cristina Scabbia, do Lacuna Coil.

Sleepwalker – 5:53
Washington Is Next – 5:19
Never Walk Alone… A Call to Arms – 3:54
United Abominations – 5:35
Gears of War – 4:26
Blessed Are the Dead – 4:02
Play for Blood – 3:49
À Tout le Monde (Set Me Free) – 4:11
Amerikhastan – 3:43
You’re Dead – 3:18
Burnt Ice – 3:47

Machine Head – The Blackening – 2007

Outro grande lançamento de 2007. Prefiro mais The Blackening a Burn My Eyes, disco de estreia do Machine Head, mas isso vai de gosto. Bem agressivo, com músicas maiores, cheias de riffs e solos, o álbum mais recente dessa talentosa banda norte-americana destaca-se facilmente entre os grandes discos desse ano. O vocal de Robb Flynn parece mais agressivo e melhor que os discos anteriores, mostrando grande alcance e versatilidade. O show desses caras no Wacken Open Air foi um dos melhores. Bom mesmo!

Clenching the Fists of Dissent – 10:37
Beautiful Mourning – 4:46
Aesthetics of Hate – 6:30
Now I Lay Thee Down – 5:35
Slanderous – 5:17
Halo – 9:03
Wolves – 9:01
A Farewell to Arms – 10:13

Slipknot – All Hope Is Gone – 2008

Tenho que dizer que esse é o melhor disco que o Slipknot lançou até o momento. Desde de sua estreia, eles vieram fazendo bons trabalhos e crescendo a cada disco, e com Vol. 3: The Subliminal Verses já mostraram um novo lado, melhor produzido e pensado que os álbuns anteriores. Com All Hope Is Gone, a banda se mostra mais madura, inspirada e realmente profissional e inovadora nas composições, cativantes, agressivas e diversificadas. Surpreendeu-me quando perguntei ao atendente de uma loja o que tocava de tão bom, a resposta seria mais interessante. All Hope Is Gone está entre os melhores discos de 2008 e o Slipknot como um dos melhores shows, segunda a consagrada revista Metal Hammer.

.execute. – 1:48
Gematria (The Killing Name) – 6:01
Sulfur – 4:37
Psychosocial – 4:42
Dead Memories – 4:28
Vendetta – 5:15
Butcher’s Hook – 4:14
Gehenna – 6:53
This Cold Black – 4:40
Wherein Lies Continue – 5:36
Snuff – 4:36
All Hope Is Gone – 4:45

Gamma Ray – Land of the Free II – 2008

Quando Kai Hansen anunciou que Land of the Free teria continuação as opiniões foram divergentes, alguns acreditavam que seria uma grande porcaria, outros animaram, já que o Gamma Ray seguia uma grande fase com seu Majestic. E veio o disco, a palavra a cada música ouvira era “caramba”; estava bom mesmo. As músicas estavam poderosas, como os vocais de Hansen, composições melódicas, pesadas, e fluindo de maneira inimaginável. A barreira estava quebrada e o Gamma Ray lançava mais um disco de sucesso, ainda no embalo do disco anterior, mesmo voltado mais para o heavy metal do que para o melódico que retornaria agora.

Rising Again – 0:27
To Mother Earth – 5:11
Empress – 6:22
Rain – 5:16
Into The Storm – 3:47
When The World – 5:44
From The Ashes – 5:26
Leaving Hell – 4:20
Real World – 5:42
Hear Me Calling – 4:14
Opportunity – 7:14
Insurrection – 11:33

In Flames – A Sense of Purpose – 2008

Depois do sucesso de Come Clarity, o In Flames voltou em 2008 com mais um ótimo lançamento. Ainda com a mesma qualidade de voz, Anders Fridén reaparece melhor do que os discos anteriores cantando rasgado de forma diferente, um incrível trabalho vocal de dar inveja. As músicas parecem menos pesadas que o disco anterior, porém mais diretas e eficientes na mensagem, a qualidade não decai em nenhum ponto, talvez ganhe por ter mais melodia. Considero um dos melhores do ano, também ouvi incontrolavelmente.

The Mirror’s Truth – 3:02
Disconnected – 3:37
Sleepless Again – 4:12
Alias – 4:53
I’m the Highway – 3:46
Delight and Angers – 3:41
Move Through Me – 3:08
The Chosen Pessimist – 8:16
Sober and Irrelevant – 3:24
Condemned – 3:36
Drenched in Fear – 3:32
March to the Shore – 3:30

Bittencourt Project – Brainworms I – 2008


Como o próprio nome diz, esse disco é na verdade o projeto paralelo do guitarrista e principal compositor do Angra, Rafael Bittencourt. Um projeto bem bacana e até mesmo ambicioso, pensando que Rafael decidiu assumir os vocais de seu trabalho, me impressionou a voz que ele tem. Com composições mais aberta, diferente do Angra que tem que seguir seu estilo, Rafael fez um disco bem diferente, com misturas, desde o mais pesado até músicas mais harmoniosas e suaves. O nome do disco veio de um termo criado por neuro-cientistas para se referirem a certos tipos de melodias que grudam na cabeça, bem pensado. Vale muito escutar esse disco e esperar pelo próximo, que pela qualidade do primeiro deverá ser bem interessante.

Dedicated My Soul
Holding Back the Fire
Torment of Fate
The Dark Side of Love
Nightfly
The Underworld
Faded
Santa Teresa
O Pastor
Comendo Melancia
Primeiro Amor
Nacib Véio

Almah – Fragile Equality – 2008


Almah era um projeto de mais um dos membros do Angra, agora a vez do vocalista Edu Falaschi. No primeiro disco, Edu Falaschi chamou diversos nomes de peso do metal mundial como participação especial, o disco era bom, boas composições e boas músicas. Em 2008, Edu foi além e de um simples projeto paralelo decidiu fazer do Almah uma banda completa, com membros fixos e também dividindo composições. O resultado não poderia ter sido melhor, no primeiro disco como uma banda, Fragile Equality, superou expectativas. O disco recebeu ótimas críticas tanto no Brasil, como no exterior. Um ótimo trabalho, bem equilibrado e interessante.

Birds of prey
Beyond tomorrow
Magic flame
All i am
You’ll understand
Invisible cage
Fragile equality
Torn
Shades of my soul
Meaningless world

Cavalera Conspiracy – Inflikted – 2008


Podemos considerar o Cavalera Conspiracy um supergrupo do heavy metal. Uma década depois, os irmãos Cavalera, ambos ex-Sepultura, voltaram a ser falar e, mais do que isso, voltaram a tocar juntos. Pesado, agressivo, rápido, ao melhor estilo dos irmãos que começaram o Sepultura, Inflikted é um ótimo lançamento. Infelizmente o disco não tem lá muita inovação ou algo brilhante, ele é alto nível em técnica, composição e também marca a reunião dos irmãos Iggor e Max no cenário metálico.

Inflikted – 4:32
Sanctuary – 3:23
Terrorize – 3:37
Black Ark – 4:54
Ultra-Violent – 3:47
Hex – 2:37
The Doom of All Fires – 2:12
Bloodbrawl – 5:41
Nevertrust – 2:23
Hearts of Darkness – 4:29
Must Kill – 4:50

Metallica – Death Magnetic – 2008


E não é que o Metallica conseguiria se reencontrar depois de diversos lançamentos meia boca? O Metallica estaria perto da velha forma, ou estaria tentando imitá-la, ninguém sabe ao certo. Mesmo assim, representando ou não, eles estão de volta com um lançamento dos bons – boa composição, boas músicas, boas guitarras, etc. Um disco mais do que esperado, que talvez tenha conseguido saciar a fome por um bom trabalho dos fãs ao redor do mundo. Escute e dê o seu veredicto.

That Was Just Your Life – 7:08
The End of the Line – 7:52
Broken, Beat & Scarred – 6:25
The Day That Never Comes – 7:56
All Nightmare Long – 7:57
Cyanide – 6:39
The Unforgiven III – 7:46
The Judas Kiss – 8:00
Suicide & Redemption – 9:57
My Apocalypse – 5:01

Gojira – The Way Of All Flesh – 2008


Após três longos anos sem lançamento, os franceses do Gojira lançaram um disco que valeria a espera: The Way of All Flesh, muito bom mesmo. Após seu disco anterior – From Mars To Sirius -, o Gojira saiu do anonimato e destacou-se por um excelente trabalho; agora, com The Way of All Flesh Goes, eles conseguiram demonstrar que foi mais do que merecida essa oportunidade dada de entrarem para elite do metal extremo. Esse disco é um pouco mais complexo e aconselho a gastar umas boas ouvidas para acostumar com a sonoridade, uma mistura de thrash, com progressivo e, claro, suas origens, death metal. Ouvi o disco logo que saiu e me surpreendeu como é bom, mesmo conhecendo pouco da banda. Fica a dica para quem não conhece também.

Oroborus – 5:21
Toxic Garbage Island – 4:06
A Sight to Behold – 5:09
Yama’s Messengers – 4:03
The Silver Cord – 2:31
All the Tears – 3:40
Adoration for None – 6:19
The Art of Dying – 9:54
Esoteric Surgery – 5:44
Vacuity – 4:51
Wolf Down the Earth – 6:25
The Way of All Flesh – 17:03

Bullet for my Valentine – Scream Aim Fire – 2008


Não sei o tamanho das críticas que receberei por esse disco, mas não há como deixar de indicar. O Bullet for my Valentine em seu primeiro disco – Hand of Blood, também indico– fazia um diálogo interessante entre o metalcore e o screamo, não que o trabalho seja ruim por ter esse lado, mas poderia melhorar. Com Scream Aim Fire, o Bullet modificou bastante a estrutura das composições, dando lugar ao heavy metal mesmo, sem abandonar as origens, mostrando certa evolução e conseguindo essa posição de destaque na lista. Ainda misturando os vocais agressivos com os limpos e melódicos, o peso com as baladas, Scream Aim Fire chega numa fórmula interessante e muito boa de ouvir

Scream Aim Fire – 4:26
Eye of the Storm – 4:02
Hearts Burst into Fire – 4:57
Waking the Demon – 4:07
Disappear – 4:05
Deliver Us From Evil – 5:58
Take It Out On Me – 5:52
Say Goodnight – 4:43
End of Days – 4:18
Last to Know – 3:17
Forever and Always – 6:46

Sepultura – A-Lex – 2009


Mesmo com a recente saída do último Cavalera, o Sepultura não desanimou e lançou um de seus trabalhos mais ambiciosos e na mesma linha de Dante XXI, um disco conceitual. O livro da vez é Laranja Mecânica, Anthony Burgess, com base também no filme homônimo de Stanley Kubrick, ambos clássicos de suas áreas. Um disco com as melhores referências do Sepultura não poderia faltar agressividade, ainda mais nas partes mais “tensas” da história de Burgess. Comprei A-Lex sem ter ouvido uma nota sequer antes, não me arrependi nenhum pouco. Todos os instrumentos e composições se encaixam perfeitamente, até me parece que a voz de Derrick Green está melhor do que nunca. Destaque para a inesperada faixa “Ludwig Van”, inspirada na Nona Sinfonia de Beethoven.

A-Lex I – 1:53
Moloko Mesto – 2:09
Filthy Rot – 2:45
We’ve Lost You – 4:13
What I Do! – 2:01
A-Lex II – 2:18
The Treatment – 3:23
Metamorphosis – 3:01
Sadistic Values – 6:50
Forceful Behavior – 2:27
Conform – 1:54
A-Lex III – 2:03
The Experiment – 3:28
Strike – 3:40
Enough Said – 1:36
Ludwig Van – 5:29
A-Lex IV – 2:46
Paradox – 2:15

Mastodon  – Crack The Skye – 2009


Um pouco mais polido que os discos anteriores, Crack The Skye continua na mesma linha do experimentalismo do Mastodon e é mais um grande lançamento de 2009. Abrindo com músicas bem fortes, como nos trabalhos anteriores, e passando por composições diversificadas.  Com guitarras bem trabalhadas e uma ótima fluidez no disco, ainda mais nos 11 minutos da faixa “The Czar”, Mastodon demonstra toda sua técnica e versatilidade de seus consistentes trabalhos anteriores. Perdi de comprar o LP desse disco por falta de espaço, e dinheiro também. A capa é bem bonita.

Oblivion – 5:47
Divinations – 3:39
Quintessence – 5:27
The Czar – 10:54
Ghost of Karelia – 5:25
Crack the Skye – 5:54
The Last Baron – 13:01

In this Moment – The Dream – 2009


Conto que fiquei em dúvida qual disco do In This Moment seria colocado na lista, acabei optando pelo mais recente, mesmo que mais comercial. Não que o disco deixe de ser um destaque por ter um lado bem mais comercial que Beautiful Tragedy, o trabalho está ótimo, apesar desse novo molde criado, um pouco mais leve que o metalcore bem produzido do primeiro disco. Ainda com os ótimos – altos e agressivos – vocais de Maria Brink, o In This Moment deixa o maior peso para algumas músicas finais, fazendo do começo do disco uma mescla do novo som com ótimas composições. Pode estranhar no primeiro momento, mas logo se acostuma e percebe-se que é um grande disco. Temos que inovar algumas vezes, chega do mais do mesmo.

The Rabbit Hole – 1:00
Forever – 4:21
All for You – 4:55
Lost at Sea – 3:46
Mechanical Love – 3:37
Her Kiss – 4:30
Into the Light – 4:12
You Always Believed – 3:40
The Great Divide – 4:11
Violet Skies – 3:56
The Dream – 4:42

Lamb of God – Wrath – 2009


Nada mais que justo o Lamb of God estar sendo um dos maiores destaques do metal mundial na atualidade. Em Wrath, Lamb of God justifica a posição de prestígio que receberam, com grandes riffs, peso, consistência e melodias muito bem trabalhadas – da mesma forma que foi construído ao longo da carreira. Algumas músicas contam com partes acústicas que ajudam na entrada das pesadas guitarras e bateria, vindo, em seguida, com os gritadíssimos e agressivos vocais de Randy Blythe, que a cada dia consagra-se mais como um grande vocal de metal extremo. Podemos esperar muito trabalho bom por aí.

The Passing – 1:58
In Your Words – 5:24
Set to Fail – 3:46
Contractor – 3:22
Fake Messiah – 4:34
Grace – 3:55
Broken Hands – 3:53
Dead Seeds – 3:41
Everything to Nothing – 3:50
Choke Sermon – 3:20
Reclamation – 7:05

Que venha 2010!

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1 Comentário

  1. […] 2000 […]


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