1990

Judas Priest – Painkiller – 1990


Não saberia dizer se esse é o melhor disco do Priest, mas, com certeza, está entre eles. Depois de terminar os anos 80 com alguns álbuns bem fracos e mal recebidos pela crítica, o Judas Priest se reinventa e dá a volta por cima com mais um brilhante lançamento. Com a melhor performance vocal de Rob Halford – este seria o último disco a ser gravado com ele nos vocais por mais de uma década -, Painkiller se tornaria um disco essencial em homenagem ao metal. As guitarras e a bateria estariam mais violentas e estupendas do que nunca. Sem dúvida, o maior destaque é a música título.

Painkiller – 6:06

Hell Patrol – 3:35

All Guns Blazing – 3:56

Leather Rebel – 3:34

Metal Meltdown – 4:46

Night Crawler – 5:44

Between the Hammer & the Anvil – 4:47

A Touch of Evil – 5:42

Battle Hymn – 0:56

One Shot at Glory – 6:46

Anthrax – Persistence of Time – 1990


Com letras pesadas e bem carregadas em assuntos políticos, esse é o último disco com o vocalista Joey Belladonna. Persistence of Time conta com uma agressividade misturada com abundância de melodias e o melhor dos thrash metal riffs. Um bom destaque dos anos 90, ainda mais com esse vocalista.

Time – 6:55

Blood -7:13

Keep It in the Family – 7:08

In My World – 6:25

Gridlock – 5:17

Intro to Reality – 3:23

Belly of the Beast – 4:47

Got the Time – 2:44

H8 Red – 5:04

One Man Stands – 5:38

Discharge – 4:12

Death Angel – Act III – 1990


Um dos melhores, mais modernos e maduros discos dessa incrível banda de São Francisco. O trabalho das guitarras de Rob Cavestany é o ponto alto do álbum, bem diversificado e inovador para os moldes da época. Com pedaços mais lentos e adicionando partes acústicas, Act III mostra um lado diferente, até mesmo com umas pitadas de funk, quebrando paradigmas.

Seemingly Endless Time – 3:50

Stop – 5:10

Veil of Deception – 2:34

The Organization – 4:17

Discontinued – 5:52

A Room with a View – 4:42

Stagnant – 5:35

EX-TC – 3:05

Disturbing the Peace – 3:53

Falling Asleep – 5:56

Megadeth – Rust in Peace – 1990


Com riffs e solos inimagináveis, Dave Mustaine, juntamente com Marty Friedman, lançou a obra-prima do Megadeth, uma obra prima thrash/speed metal. Deve e sempre permanecerá como um dos melhores discos lançados na década de 90, sem nenhuma dúvida. O sucesso deste álbum, muito mais que a sonoridade poderosa, está nas letras complexas muito bem estruturadas e variando em conjunto com a musicalidade proposta por Mustaine.

Holy Wars… The Punishment Due – 6:32

Hangar 18 – 5:14

Take No Prisoners – 3:26

Five Magics – 5:40

Poison Was the Cure – 2:56

Lucretia – 3:56

Tornado of Souls – 5:19

Dawn Patrol – 1:51

Rust in Peace… Polaris – 5:44

Slayer – Seasons in the Abyss – 1990


Sem perder o ódio e a agressividade da qual o Slayer é conhecido, Seasons in the Abyss viria a ser o segundo melhor disco da banda, perdendo para o mais clássico de todo metal, Reign in Blood. Com diferentes tempos, com um som mais refinado do que o habitual, a banda retornou com um ótimo disco. Quando se fala em Slayer é difícil saber qual o trabalho mais fraco. Mesmo havendo, tentamos mascarar, a banda é boa demais.

War Ensemble – 4:54

Blood Red – 2:50

Spirit in Black – 4:07

Expendable Youth – 4:10

Dead Skin Mask – 5:20

Hallowed Point – 3:24

Skeletons of Society – 4:41

Temptation – 3:26

Born of Fire – 3:07

Seasons in the Abyss – 6:42

Pantera – Cowboys from Hell – 1990


Não há palavras que definam esse disco. Esse disco levou o Pantera a sua melhor forma, com suas melhores músicas e melhores performances, mesmo mais comercial. Com os riffs mais criativos e inovadores do metal, Dimebag Darrell forra Cowboys from Hell do começo ao fim, ainda mais com a ajuda da fluidez vocal de Phil Anselmo. Mesmo traumatizado por uma batida de carro que envolveria esse disco, jamais consegui parar de ouvi-lo.

Cowboys from Hell – 4:06

Primal Concrete Sledge – 2:13

Psycho Holiday – 5:19

Heresy – 4:45

Cemetery Gates – 7:03

Domination – 5:02

Shattered – 3:21

Clash with Reality – 5:15

Medicine Man – 5:15

Message in Blood – 5:09

The Sleep – 5:47

The Art of Shredding – 4:16

Metallica – Metallica – 1991


E chegamos talvez em um dos discos mais conhecidos, nem que seja por nome. Se os Beatles tinham o Álbum Branco, o Metallica certamente deveria ter algo primordial, o The Black Album. Sendo o disco de maior sucesso do Metallica, a banda decidiu voltar ao básico e fazer composições mais comerciais que as anteriores, e não é que funcionou. Com músicas mais diretas e menos experimentas que antes, o sucesso foi quase que imediato. Se nunca ouviu, nem que seja uma música, está fora do mundo. Classiquêra.

Enter Sandman – 5:31

Sad but True – 5:23

Holier Than Thou – 3:48

The Unforgiven – 6:26

Wherever I May Roam – 6:45

Don’t Tread on Me – 4:01

Through the Never – 4:03

Nothing Else Matters – 6:29

Of Wolf and Man – 4:17

The God That Failed – 5:05

My Friend of Misery – 6:51

The Struggle Within – 3:53

Sepultura – Arise – 1991


Lançado no mesmo ano do Álbum Negro do Metallica, Arise acabou por ser ofuscado e não obteve o merecido sucesso de vendas que deveria, mesmo assim foi um grande disco para época. Com os vocais mais do que agressivos de Max Cavalera e as guitarras enfurecidas de Andreas Kisser, o Sepultura mostra mais do que um thrash metal de qualidade, mesclando influências de death metal com muita criatividade.

Arise – 3:18

Dead Embryonic Cells – 4:52

Desperate Cry – 6:40

Murder – 3:26

Subtraction – 4:46

Altered State – 6:34

Under Siege (Regnum Irae) – 4:53

Meaningless Movements – 4:40

Infected Voice – 3:18

Orgasmatron – 4:15

Death – Human – 1991


Human, assim como o próprio Death, tornou-se um clássico na história do metal, ainda mais dentro do death metal. Esse disco marca quando as coisas ficaram death metal mesmo, começando a tomar a única forma de composição do brilhante Chuck Schuldiner, sem esquecer os excelentes vocais que ele impôs ao longo dos anos. Um disco essencial para os fãs de death metal.

Flattening of Emotions – 4:28

Suicide Machine – 4:19

Together as One – 4:06

Secret Face – 4:36

Lack of Comprehension – 3:39

See Through Dreams – 4:26

Cosmic Sea (Instrumental) – 4:23

Vacant Planets – 3:48

Ozzy Osbourne – No More Tears – 1991


O Príncipe das Trevas  retornaria com um dos discos mais comerciais de sua carreira, e talvez o de maior sucesso nos anos 90. Com a colaboração de seu amigo e lenda do metal Lemmy, do Motörhead, e as incríveis composições e guitarras de Zakk Wylde, outra lenda. Muitos pensam que por ser comercial o disco deixa de ter a credibilidade necessária para um bom trabalho, No More Tears mostra que não tem nada a ver, é bom e pronto.

Mr. Tinkertrain – 5:55

I Don’t Want to Change the World – 4:04

Mama, I’m Coming Home – 4:11

Desire – 5:45

No More Tears – 7:23

S.I.N – 4:46

Hellraiser – 4:51

Time After Time – 4:20

Zombie Stomp – 6:13

A.V.H. – 4:12

Road to Nowhere – 5:09

Pantera – Vulgar Display of Power – 1992


Acho que uma capa nunca disse tanto sobre um disco: um soco na cara. Se Cowboys from Hell veio para abrir o caminho do Pantera no cenário, Vulgar Display of Power foi sua consolidação, realmente uma luta para manter-se entre os melhores. Agressividade e versatilidade da banda ainda fluíam, assim como o genial trabalho de guitarra de Dimebag e a voz única de Phil Anselmo. Altamente recomendado, mas cuidado para não se machucar.

Mouth for War – 3:56

A New Level – 3:57

Walk – 5:15

Fucking Hostile – 2:49

This Love – 6:32

Rise – 4:36

No Good (Attack the Radical) – 4:50

Live in a Hole – 4:59

Regular People (Conceit) – 5:27

By Demons Be Driven – 4:39

Hollow – 5:45

Megadeth – Countdown to Extinction – 1992


Seria trabalho duro superar um clássico como Rust In Peace, Dave Mustaine sabia disso. Com músicas menores e mais diretas que os discos anteriores, o Megadeth seguiu por uma linha mais simples e com canções mais acessíveis, como o clássico “Symphony Of Destruction”, que hoje em dia é muito tocado nos Guitar Hero’s da vida. O resultado do disco foi mais do que o esperado, número dois nos charts da Billboard, ótimo para uma banda de metal.

Skin o’ My Teeth – 3:14

Symphony of Destruction – 4:05

Architecture of Aggression – 3:38

Foreclosure of a Dream – 4:21

Sweating Bullets – 5:27

This Was My Life – 3:43

Countdown to Extinction – 4:17

High Speed Dirt – 4:21

Psychotron – 4:41

Captive Honour – 4:14

Ashes in Your Mouth – 6:10

Dream Theater – Images and Words – 1992


O primeiro disco do vocalista James LaBrie com os mestres do progressive metal não poderia ter sido melhor. Images and Words é o terceiro trabalho do grupo que aos poucos foi conseguindo o merecido destaque, o talento da banda é incrível, até hoje produzindo bons discos, mesmo que inferiores aos clássicos. A combinação de melodia com as exuberantes habilidades técnicas individuais dos músicos chama atenção, é de outro mundo como esses músicos são bons. Vale lembrar, se você não tem paciência para músicas longas, esqueça esse disco, assim como a maioria dos metais progressivos que estão no mercado. Não existe o simples e direto nesse meio.

Pull Me Under – 8:11

Another Day – 4:24

Take the Time – 8:21

Surrounded – 5:30

Metropolis, Pt. I: The Miracle and the Sleeper – 9:32

Under a Glass Moon – 7:04

Wait for Sleep – 2:32

Learning to Live – 11:31

Sepultura – Chaos A.D. – 1993


Não tem como fazer uma lista sem colocar diversos discos do Sepultura. Depois de certo tempo, já dominando e crescendo ainda mais internacionalmente, o Sepultura seria sinônimo de Brasil, logo depois das associações com futebol e caipirinha. Foi a partir desse álbum que o Sepultura marcaria sua brasilidade para o mundo, adicionando diversos elementos de sons nativos. Com batidas bem brasileiras e guitarras um pouco mais lentas do que os discos anteriores, Chaos A.D. era uma prévia do que estaria por vir, das raízes do Sepultura. Acredito que seja meu disco favorito do Sepultura, além de ser o primeiro a tocar meus ouvidos.

Refuse/Resist – 3:20

Territory – 4:47

Slave New World – 2:55

Amen – 4:27

Kaiowas – 3:43

Propaganda – 3:33

Biotech Is Godzilla – 1:52

Nomad – 4:59

We Who Are Not as Others – 3:42

Manifest” (Cavalera, Sepultura) 4:49

The Hunt – 3:59

Clenched Fist – 4:58

Angra – Angels Cry – 1993


Quem nunca escutou Carry On que atire a primeira pedra. Em algum momento da vida de alguém que começa a ouvir metal essa pessoa irá passar por Carry On, talvez a música mais conhecido e ovacionada da banda brasileira Angra. A primeira vez que ouvi essa música, assim como todo Angels Cry, não tive palavras para descrever a sensação que me proporcionou. Lembro de pensar: o que é isso? Eram solos extremamente rápidos e melódicos, harmonia e um vocal de impressionar qualquer um (lembra de André Matos, do Viper? Ele mesmo). Disco de estreia altamente recomendado nacional e internacionalmente.

Unfinished Allegro – 1:15

Carry On – 5:03

Time – 5:54

Angels Cry – 6:49

Stand Away – 4:55

Never Understand – 7:48

Wuthering Heights (Kate Bush cover) – 4:38

Streets of Tomorrow – 5:03

Evil Warning – 6:41

Lasting Child – 7:35

Carcass – Heartwork – 1993


Pioneiros do grindcore, o Carcass seria mais do que uma banda de death metal. Com Heartwork, eles elevariam sua importância no cenário lançando o melhor disco da carreira da banda. Com a intensidade e agressividade dos discos anteriores, Carcass adicionou de maneira sábia mais melodias nesse trabalho, o que levaria a ser um material e tanto. Com músicas memoráveis e brutais, Heartwork conta com riff de guitarra monstruosos, que só um gênio da guitarra como Michael Amott conseguiria produzir. Escute antes de morrer.

Buried Dreams – 3:58

Carnal Forge – 3:54

No Love Lost – 3:22

Heartwork – 4:33

Embodiment – 5:36

This Mortal Coil – 3:49

Arbeit Macht Fleisch – 4:21

Blind Bleeding the Blind – 4:57

Doctrinal Expletives – 3:39

Death Certificate – 3:38

This Is Your Life – 4:12

Death – Individual Thought Patterns – 1993


Mesmo com diversas mudanças de formação, o Death sempre será uma banda em destaque quando o assunto é metal extremo. Chuck Schuldiner seria sinônimo de excelentes trabalhos, era alguém realmente especial que buscava sempre superar-se a cada trabalho produzido. E definitivamente, cada disco idealizado e produzido com seu melhor estaria no topo das listas de qualquer escolha de grandes discos. As melodias em Individual Thought Patterns estariam melhores, assim como os diálogos das guitarras, quebra de tempo e os vocais arrasadores de Chuck – sempre melhores, exigindo grande esforço por sua parte durante as turnês.

Overactive Imagination – 3:28

In Human Form – 3:55

Jealousy – 3:39

Trapped in a Corner – 4:11

Nothing Is Everything – 3:16

Mentally Blind – 4:45

Individual Thought Patterns – 4:00

Destiny – 4:04

Out of Touch – 4:19

The Philosopher – 4:10

Machine Head – Burn My Eyes – 1994


O primeiro disco do Machine Head é considerado um de seus melhores, se não o melhor. Robert Flynn, ex-guitarrista do Vio-lence, combinou o melhor do thrash metal com influências modernas do heavy metal, resultando em um dos melhores discos de estreia. Com um brilhante trabalho nas guitarras e os incríveis vocais de Flynn, o Machine Head destacou-se no cenário já de primeira, com músicas pesados e cativantes. Chego a comprar esse lançamento com Vulgas Display of Power, do Pantera, posso estar errado, mas é tão bom quanto. Machine Head voltará nessa lista na próxima década, com um lançamento altamente recomendado.

Davidian – 4:55

Old – 4:05

A Thousand Lies – 6:13

None But My Own – 6:14

The Rage to Overcome – 4:46

Death Church – 6:32

A Nation on Fire – 5:33

Blood for Blood – 3:40

I’m Your God Now – 5:50

Real Eyes, Realize, Real Lies – 2:45

Block – 4:59

Gamma Ray – Land of the Free – 1995


Fundando por Kai Hansen, ex-guitarrista, e grande mestre da composição, do Helloween, o Gamma Ray conseguiria seguir sua carreira longe da sombra da ex-banda de seu frontman. Longe do Helloween, Hansen pode criar ainda mais um estilo que seria muito característico do Gamma Ray, que o consagraria como o grande compositor que é – já demonstrando no Helloween. Land of the Free já começa cativante: Rebellion in Dreamland, uma canção de 8 minutos que não deixa a desejar, melhor ainda ao vivo. Nesse disco Hansen assume os vocais para nunca mais sair e lançar ótimos discos até hoje. Um dos melhores do power metal, com um dos melhores shows que já fui.

Rebellion in Dreamland – 8:44

Man on a Mission – 5:49

Fairytale – 0:50

All of the Damned – 5:00

Rising of the Damned  – 0:43

Gods of Deliverance – 5:01

Farewell – 5:11

Salvation’s Calling – 4:36

Land of the Free – 4:38

The Saviour – 0:40

Abyss of the Void – 6:04

Time to Break Free – 4:40

Afterlife – 4:46

Death – Symbolic – 1995


Novamente Death na lista. Symbolic continuaria os excelentes trabalhos de Chuck Schuldiner, em composição de letras e na musicalidade diferenciada que o Death trazia. Schuldiner e seu Death continuavam ano após ano a melhorar a qualidade em todos os seus aspectos, elevando esse disco, assim como os outros, ao patamar mais elevado do metal. Death passaria no teste do tempo, conseguindo ser sempre atual e a frente do tempo até hoje.

Symbolic – 6:33

Zero Tolerance – 4:48

Empty Words – 6:22

Sacred Serenity – 4:27

1,000 Eyes – 4:28

Without Judgement – 5:28

Crystal Mountain – 5:07

Misanthrope – 5:03

Perennial Quest – 8:21

Sepultura – Roots – 1996


Como o próprio nome do disco, o Sepultura poderia voltar às raízes e tocar como no começo da carreira, entretanto eles decidiram ir além do óbvio. Com o som já consolidado nacional e internacionalmente, e embalados com o maior acréscimo de brasilidade do Chaos A.D., o Sepultura decidiu adicionar mais elementos das raízes de sua terra. Roots é marcado como o último disco com o vocalista e guitarrista Max Cavalera e o mais abrasileirado e experimental de todos, tanto que duas músicas foram gravadas com uma tribo xavante na Amazônia. As opiniões desse disco são muito divergentes, até hoje ninguém conseguiu chegar numa média. Considero entre os melhores e mais interessantes de se ouvir, as batucadas brasileiras são realmente cativantes.

Roots Bloody Roots – 03:32

Attitude – 04:15

Cut Throat – 02:44

Ratamahatta – 04:30

Breed Apart – 04:00

Straighthate – 05:21

Spit – 02:45

Lookaway – 05:25

Dusted – 04:03

Born Stubborn – 04:07

Jasco – 01:57

Itsári – 04:48

Ambush – 04:38

Endangered Species – 05:19

Dictatorshit – 01:23

Canyon Jam – 13:16 – Sem nome no disco

Angra – Holy Land – 1996


O Angra certamente deveria voltar com o segundo disco lançado. Após das ótimas críticas da estreia, eles teriam que mostrar que vieram para ficar, a continuação seria decisiva na para carreira e continuidade da banda. Com a mesma fórmula do sucesso, e a incrível habilidade individual dos músicos, a banda iria acrescentar sons brasileiros ao novo disco, um álbum conceitual e cheio de qualidade. Deu mais do que certo, boa parte do primeiro e do segundo disco entraram como clássicos eternos da banda, sempre muito pedidas nas apresentações ao vivo. Começava o sucesso, mesmo com alguns problemas adiante.

Crossing – 1:56

Nothing to Say – 6:22

Silence and Distance – 5:35

Carolina IV – 10:36

Holy Land – 6:26

The Shaman – 5:24

Make Believe – 5:53

Z.I.T.O. – 6:04

Deep Blue – 5:49

Lullaby for Lucifer – 2:40

Death – The Sound of Perseverance – 1998


Último disco do Death não poderia faltar, ainda mais com um dos melhores covers de Painkiller, do Judas Priest, que o mundo já viu. Um disco pesado, realmente brutal, intenso e também com muita emoção, sem esquecer as letras fortes e com mensagens significantes. Novamente Chuck Schuldiner superou qualquer expectativa, até ele mesmo. Nunca vi um disco que eu ficasse de boca aberta do começo ao fim, com qualidade musical, técnica e que nos faz sentir algo mais. Perder Chuck para o câncer talvez tenha sido o maior baque na história do heavy metal, muito mais do que um grande músico, uma grande pessoa. Faz falta.

Scavenger of Human Sorrow – 6:54

Bite the Pain – 4:29

Spirit Crusher – 6:44

Story to Tell – 6:34

Flesh and the Power It Holds – 8:25

Voice of the Soul – 3:42 (Instrumental)

To Forgive Is to Suffer – 5:55

A Moment of Clarity – 7:22

Painkiller (Judas Priest cover) – 6:03

Iced Earth – Something Wicked This Way Comes – 1998


Tenho alguma coisa com esse disco, mesmo muitas pessoas considerando discos anteriores do Iced Earth melhores, acredito que Something Wicked This Way Comes tem qualidade suficiente para entrar nessa lista. Considero Matt Barlow um dos melhores e mais versáteis vocalistas do meio, sua voz é marcante, com um ótimo alcance e também transmite uma emoção única em cada música. A escolha do quinto disco do Iced Earth pode ter sido por seu equilíbrio, ele vai de músicas mais pesadas e rápidas até baladas intensas e melódicas. Difícil encontrar trabalhos tão bons quanto.

Burning Times – 3:44

Melancholy (Holy Martyr) – 4:47

Disciples of the Lie – 4:03

Watching Over Me – 4:28

Stand Alone – 2:44

Consequences – 5:36

My Own Savior – 3:39

Reaping Stone – 4:02

1776 – 3:33

Blessed Are You – 5:05

Prophecy – 6:18

Birth of the Wicked – 4:16

The Coming Curse – 9:33


Testament – The Gathering – 1999


Essa é a volta do Testament a boa forma dos anos que os consagraram. Com melhores riffs thrash, solos mais destruidores e músicas mais rápidas, The Gathering é sempre bem elogiado onde quer que aparece, ainda mais sendo um disco com influências mais modernas do metal. A voz de Chuck Billy parece evoluir ainda mais nesse disco, com maior alcance do que os discos anteriores e uma diversidade na hora de cantar. Não é um clássico, mas é um retorno poderoso.

D.N.R. (Do Not Resuscitate) – 3:34

Down for Life – 3:23

Eyes of Wrath – 5:26

True Believer – 3:36

3 Days in Darkness – 4:41

Legions of the Dead – 2:37

Careful What You Wish For – 3:30

Riding the Snake – 4:13

Allegiance – 2:37

Sewn Shut Eyes – 4:15

Fall of Sipledome – 4:48

 

Judas Priest – Painkiller – 1990

Não saberia dizer se esse é o melhor disco do Priest, mas, com certeza, está entre eles. Depois de terminar os anos 80 com alguns álbuns bem fracos e mal recebidos pela crítica, o Judas Priest se reinventa e dá a volta por cima com mais um brilhante lançamento. Com a melhor performance vocal de Rob Halford – este seria o último disco a ser gravado com ele nos vocais por mais de uma década -, Painkiller se tornaria um disco essencial em homenagem ao metal. As guitarras e a bateria estariam mais violentas e estupendas do que nunca. Sem dúvida, o maior destaque é a música título.

àPainkiller – 6:06

àHell Patrol – 3:35

All Guns Blazing – 3:56

Leather Rebel – 3:34

àMetal Meltdown – 4:46

Night Crawler – 5:44

Between the Hammer & the Anvil – 4:47

àA Touch of Evil – 5:42

Battle Hymn – 0:56

One Shot at Glory – 6:46

Anthrax – Persistence of Time – 1990

Com letras pesadas e bem carregadas em assuntos políticos, esse é o último disco com o vocalista Joey Belladonna. Persistence of Time conta com uma agressividade misturada com abundância de melodias e o melhor dos thrash metal riffs. Um bom destaque dos anos 90, ainda mais com esse vocalista.

Time – 6:55

Blood -7:13

Keep It in the Family – 7:08

àIn My World – 6:25

Gridlock – 5:17

Intro to Reality – 3:23

Belly of the Beast – 4:47

àGot the Time – 2:44

H8 Red – 5:04

àOne Man Stands – 5:38

Discharge – 4:12

Death Angel – Act III – 1990

Um dos melhores, mais modernos e maduros discos dessa incrível banda de São Francisco. O trabalho das guitarras de Rob Cavestany é o ponto alto do álbum, bem diversificado e inovador para os moldes da época. Com pedaços mais lentos e adicionando partes acústicas, Act III mostra um lado diferente, até mesmo com umas pitadas de funk, quebrando paradigmas.

àSeemingly Endless Time – 3:50

Stop – 5:10

Veil of Deception – 2:34

àThe Organization – 4:17

Discontinued – 5:52

àA Room with a View – 4:42

Stagnant – 5:35

EX-TC – 3:05

Disturbing the Peace – 3:53

Falling Asleep – 5:56

Megadeth – Rust in Peace – 1990

Com riffs e solos inimagináveis, Dave Mustaine, juntamente com Marty Friedman, lançou a obra-prima do Megadeth, uma obra prima thrash/speed metal. Deve e sempre permanecerá como um dos melhores discos lançados na década de 90, sem nenhuma dúvida. O sucesso deste álbum, muito mais que a sonoridade poderosa, está nas letras complexas muito bem estruturadas e variando em conjunto com a musicalidade proposta por Mustaine.

àHoly Wars… The Punishment Due – 6:32

àHangar 18 – 5:14

Take No Prisoners – 3:26

Five Magics – 5:40

Poison Was the Cure – 2:56

Lucretia – 3:56

àTornado of Souls – 5:19

Dawn Patrol – 1:51

Rust in Peace… Polaris – 5:44

Slayer – Seasons in the Abyss – 1990

Sem perder o ódio e a agressividade da qual o Slayer é conhecido, Seasons in the Abyss viria a ser o segundo melhor disco da banda, perdendo para o mais clássico de todo metal, Reign in Blood. Com diferentes tempos, com um som mais refinado do que o habitual, a banda retornou com um ótimo disco. Quando se fala em Slayer é difícil saber qual o trabalho mais fraco. Mesmo havendo, tentamos mascarar, a banda é boa demais.

àWar Ensemble – 4:54

Blood Red – 2:50

Spirit in Black – 4:07

àExpendable Youth – 4:10

àDead Skin Mask – 5:20

Hallowed Point – 3:24

Skeletons of Society – 4:41

Temptation – 3:26

Born of Fire – 3:07

àSeasons in the Abyss – 6:42

Pantera – Cowboys from Hell – 1990

Não há palavras que definam esse disco. Esse disco levou o Pantera a sua melhor forma, com suas melhores músicas e melhores performances, mesmo mais comercial. Com os riffs mais criativos e inovadores do metal, Dimebag Darrell forra Cowboys from Hell do começo ao fim, ainda mais com a ajuda da fluidez vocal de Phil Anselmo. Mesmo traumatizado por uma batida de carro que envolveria esse disco, jamais consegui parar de ouvi-lo.

àCowboys fom Hell – 4:06

Primal Concrete Sledge – 2:13

àPsycho Holiday – 5:19

Heresy – 4:45

àCemetery Gates – 7:03

Domination – 5:02

àShattered – 3:21

Clash with Reality – 5:15

Medicine Man – 5:15

Message in Blood – 5:09

The Sleep – 5:47

The Art of Shredding – 4:16

Metallica – Metallica – 1991

E chegamos talvez em um dos discos mais conhecidos, nem que seja por nome. Se os Beatles tinham o Álbum Branco, o Metallica certamente deveria ter algo primordial, o The Black Album. Sendo o disco de maior sucesso do Metallica, a banda decidiu voltar ao básico e fazer composições mais comerciais que as anteriores, e não é que funcionou. Com músicas mais diretas e menos experimentas que antes, o sucesso foi quase que imediato. Se nunca ouviu, nem que seja uma música, está fora do mundo. Classiquêra.

àEnter Sandman – 5:31

àSad but True – 5:23

Holier Than Thou – 3:48

àThe Unforgiven – 6:26

àWherever I May Roam – 6:45

Don’t Tread on Me – 4:01

Through the Never – 4:03

àNothing Else Matters – 6:29

Of Wolf and Man – 4:17

The God That Failed – 5:05

My Friend of Misery – 6:51

The Struggle Within – 3:53

Sepultura – Arise – 1991

Lançado no mesmo ano do Álbum Negro do Metallica, Arise acabou por ser ofuscado e não obteve o merecido sucesso de vendas que deveria, mesmo assim foi um grande disco para época. Com os vocais mais do que agressivos de Max Cavalera e as guitarras enfurecidas de Andreas Kisser, o Sepultura mostra mais do que um thrash metal de qualidade, mesclando influências de death metal com muita criatividade.

àArise – 3:18

àDead Embryonic Cells – 4:52

àDesperate Cry – 6:40

Murder – 3:26

Subtraction – 4:46

àAltered State – 6:34

Under Siege (Regnum Irae) – 4:53

Meaningless Movements – 4:40

Infected Voice – 3:18

àOrgasmatron – 4:15

Death – Human – 1991

Human, assim como o próprio Death, tornou-se um clássico na história do metal, ainda mais dentro do death metal. Esse disco marca quando as coisas ficaram death metal mesmo, começando a tomar a única forma de composição do brilhante Chuck Schuldiner, sem esquecer os excelentes vocais que ele impôs ao longo dos anos. Um disco essencial para os fãs de death metal.

àFlattening of Emotions – 4:28

àSuicide Machine – 4:19

Together as One – 4:06

Secret Face – 4:36

àLack of Comprehension – 3:39

See Through Dreams – 4:26

Cosmic Sea (Instrumental) – 4:23

Vacant Planets – 3:48

Ozzy Osbourne – No More Tears – 1991

O Príncipe das Trevas  retornaria com um dos discos mais comerciais de sua carreira, e talvez o de maior sucesso nos anos 90. Com a colaboração de seu amigo e lenda do metal Lemmy, do Motörhead, e as incríveis composições e guitarras de Zakk Wylde, outra lenda. Muitos pensam que por ser comercial o disco deixa de ter a credibilidade necessária para um bom trabalho, No More Tears mostra que não tem nada a ver, é bom e pronto.

àMr. Tinkertrain – 5:55

I Don’t Want to Change the World – 4:04

àMama, I’m Coming Home – 4:11

Desire – 5:45

àNo More Tears – 7:23

àS.I.N – 4:46

Hellraiser – 4:51

Time After Time – 4:20

Zombie Stomp – 6:13

A.V.H. – 4:12

Road to Nowhere – 5:09

Pantera – Vulgar Display of Power – 1992

Acho que uma capa nunca disse tanto sobre um disco: um soco na cara. Se Cowboys from Hell veio para abrir o caminho do Pantera no cenário, Vulgar Display of Power foi sua consolidação, realmente uma luta para manter-se entre os melhores. Agressividade e versatilidade da banda ainda fluíam, assim como o genial trabalho de guitarra de Dimebag e a voz única de Phil Anselmo. Altamente recomendado, mas cuidado para não se machucar.

Mouth for War – 3:56

A New Level – 3:57

Walk – 5:15

Fucking Hostile – 2:49

This Love – 6:32

Rise – 4:36

No Good (Attack the Radical) – 4:50

Live in a Hole – 4:59

Regular People (Conceit) – 5:27

By Demons Be Driven – 4:39

Hollow – 5:45

Megadeth – Countdown to Extinction – 1992

Seria trabalho duro superar um clássico como Runt In Peace, Dave Mustaine sabia disso. Com músicas menores e mais diretas que os discos anteriores, o Megadeth seguiu por uma linha mais simples e com canções mais acessíveis, como o clássico “Symphony Of Destruction”, que hoje em dia é muito tocado nos Guitar Hero’s da vida. O resultado do disco foi mais do que o esperado, número dois nos charts da Billboard, ótimo para uma banda de metal.

àSkin o’ My Teeth – 3:14

àSymphony of Destruction – 4:05

Architecture of Aggression – 3:38

Foreclosure of a Dream – 4:21

àSweating Bullets – 5:27

This Was My Life – 3:43

Countdown to Extinction – 4:17

High Speed Dirt – 4:21

Psychotron – 4:41

Captive Honour – 4:14

Ashes in Your Mouth – 6:10

Dream Theater – Images and Words – 1992

O primeiro disco do vocalista James LaBrie com os mestres do progressive metal não poderia ter sido melhor. Images and Words é o terceiro trabalho do grupo que aos poucos foi conseguindo o merecido destaque, o talento da banda é incrível, até hoje produzindo bons discos, mesmo que inferiores aos clássicos. A combinação de melodia com as exuberantes habilidades técnicas individuais dos músicos chama atenção, é de outro mundo como esses músicos são bons. Vale lembrar, se você não tem paciência para músicas longas, esqueça esse disco, assim como a maioria dos metais progressivos que estão no mercado. Não existe o simples e direto nesse meio.

àPull Me Under – 8:11

Another Day – 4:24

Take the Time – 8:21

Surrounded – 5:30

àMetropolis, Pt. I: The Miracle and the Sleeper – 9:32

àUnder a Glass Moon – 7:04

Wait for Sleep – 2:32

Learning to Live – 11:31

Sepultura – Chaos A.D. – 1993

Não tem como fazer uma lista sem colocar diversos discos do Sepultura. Depois de certo tempo, já dominando e crescendo ainda mais internacionalmente, o Sepultura seria sinônimo de Brasil, logo depois das associações com futebol e caipirinha. Foi a partir desse álbum que o Sepultura marcaria sua brasilidade para o mundo, adicionando diversos elementos de sons nativos. Com batidas bem brasileiras e guitarras um pouco mais lentas do que os discos anteriores, Chaos A.D. era uma prévia do que estaria por vir, das raízes do Sepultura. Acredito que seja meu disco favorito do Sepultura, além de ser o primeiro a tocar meus ouvidos.

àRefuse/Resist – 3:20

àTerritory – 4:47

Slave New World – 2:55

Amen – 4:27

àKaiowas – 3:43

Propaganda – 3:33

Biotech Is Godzilla – 1:52

àNomad – 4:59

We Who Are Not as Others – 3:42

Manifest” (Cavalera, Sepultura) 4:49

The Hunt – 3:59

Clenched Fist – 4:58

Carcass – Heartwork – 1993

Pioneiros do grindcore, o Carcass seria mais do que uma banda de death metal. Com Heartwork, eles elevariam sua importância no cenário lançando o melhor disco da carreira da banda. Com a intensidade e agressividade dos discos anteriores, Carcass adicionou de maneira sábia mais melodias nesse trabalho, o que levaria a ser um material e tanto. Com músicas memoráveis e brutais, Heartwork conta com riff de guitarra monstruosos, que só um gênio da guitarra como Michael Amott conseguiria produzir. Escute antes de morrer.

àBuried Dreams – 3:58

Carnal Forge – 3:54

àNo Love Lost – 3:22

àHeartwork – 4:33

Embodiment – 5:36

àThis Mortal Coil – 3:49

Arbeit Macht Fleisch – 4:21

Blind Bleeding the Blind – 4:57

Doctrinal Expletives – 3:39

Death Certificate – 3:38

This Is Your Life – 4:12

Death – Individual Thought Patterns – 1993

Mesmo com diversas mudanças de formação, o Death sempre será uma banda em destaque quando o assunto é metal extremo. Chuck Schuldiner seria sinônimo de excelentes trabalhos, era alguém realmente especial que buscava sempre superar-se a cada trabalho produzido. E definitivamente, cada disco idealizado e produzido com seu melhor estaria no topo das listas de qualquer escolha de grandes discos. As melodias em Individual Thought Patterns estariam melhores, assim como os diálogos das guitarras, quebra de tempo e os vocais arrasadores de Chuck – sempre melhores, exigindo grande esforço por sua parte durante as turnês.

Overactive Imagination – 3:28

In Human Form – 3:55

Jealousy – 3:39

àTrapped in a Corner – 4:11

Nothing Is Everything – 3:16

Mentally Blind – 4:45

àIndividual Thought Patterns – 4:00

Destiny – 4:04

Out of Touch – 4:19

àThe Philosopher – 4:10

Machine Head – Burn My Eyes – 1994

O primeiro disco do Machine Head é considerado um de seus melhores, se não o melhor. Robert Flynn, ex-guitarrista do Vio-lence, combinou o melhor do thrash metal com influências modernas do heavy metal, resultando em um dos melhores discos de estreia. Com um brilhante trabalho nas guitarras e os incríveis vocais de Flynn, o Machine Head destacou-se no cenário já de primeira, com músicas pesados e cativantes. Chego a comprar esse lançamento com Vulgas Display of Power, do Pantera, posso estar errado, mas é tão bom quanto. Machine Head voltará nessa lista na próxima década, com um lançamento altamente recomendado.

àDavidian – 4:55

àOld – 4:05

A Thousand Lies – 6:13

None But My Own – 6:14

The Rage to Overcome – 4:46

Death Church – 6:32

A Nation on Fire – 5:33

àBlood for Blood – 3:40

I’m Your God Now – 5:50

Real Eyes, Realize, Real Lies – 2:45

Block – 4:59

Gamma Ray – Land of the Free – 1995

Fundando por Kai Hansen, ex-guitarrista, e grande mestre da composição, do Helloween, o Gamma Ray conseguiria seguir sua carreira longe da sombra da ex-banda de seu frontman. Longe do Helloween, Hansen pode criar ainda mais um estilo que seria muito característico do Gamma Ray, que o consagraria como o grande compositor que é – já demonstrando no Helloween. Land of the Free já começa cativante: Rebellion in Dreamland, uma canção de 8 minutos que não deixa a desejar, melhor ainda ao vivo. Nesse disco Hansen assume os vocais para nunca mais sair e lançar ótimos discos até hoje. Um dos melhores do power metal, com um dos melhores shows que já fui.

àRebellion in Dreamland – 8:44

àMan on a Mission – 5:49

Fairytale – 0:50

All of the Damned – 5:00

ising of the Damned  – 0:43

Gods of Deliverance – 5:01

Farewell – 5:11

Salvation’s Calling – 4:36

àLand of the Free – 4:38

The Saviour – 0:40

Abyss of the Void – 6:04

Time to Break Free – 4:40

Afterlife – 4:46

Death – Symbolic – 1995

Novamente Death na lista. Symbolic continuaria os excelentes trabalhos de Chuck Schuldiner, em composição de letras e na musicalidade diferenciada que o Death trazia. Schuldiner e seu Death continuavam ano após ano a melhorar a qualidade em todos os seus aspectos, elevando esse disco, assim como os outros, ao patamar mais elevado do metal. Death passaria no teste do tempo, conseguindo ser sempre atual e a frente do tempo até hoje.

àSymbolic – 6:33

àZero Tolerance – 4:48

Empty Words – 6:22

Sacred Serenity – 4:27

à1,000 Eyes – 4:28

Without Judgement – 5:28

àCrystal Mountain – 5:07

Misanthrope – 5:03

Perennial Quest – 8:21

Sepultura – Roots – 1996

Como o próprio nome do disco, o Sepultura poderia voltar às raízes e tocar como no começo da carreira, entretanto eles decidiram ir além do óbvio. Com o som já consolidado nacional e internacionalmente, e embalados com o maior acréscimo de brasilidade do Chaos A.D., o Sepultura decidiu adicionar mais elementos das raízes de sua terra. Roots é marcado como o último disco com o vocalista e guitarrista Max Cavalera e o mais abrasileirado e experimental de todos, tanto que duas músicas foram gravadas com uma tribo xavante na Amazônia. As opiniões desse disco são muito divergentes, até hoje ninguém conseguiu chegar numa média. Considero entre os melhores e mais interessantes de se ouvir, as batucadas brasileiras são realmente cativantes.

àRoots Bloody Roots – 03:32

àAttitude – 04:15

Cut Throat – 02:44

àRatamahatta – 04:30

àBreed Apart – 04:00

Straighthate – 05:21

Spit – 02:45

Lookaway – 05:25

Dusted – 04:03

Born Stubborn – 04:07

Jasco – 01:57

àItsári – 04:48

Ambush – 04:38

Endangered Species – 05:19

Dictatorshit – 01:23

Canyon Jam – 13:16 – Sem nome no disco

Death – The Sound of Perseverance – 1998

Último disco do Death não poderia faltar, ainda mais com um dos melhores covers de Painkiller, do Judas Priest, que o mundo já viu. Um disco pesado, realmente brutal, intenso e também com muita emoção, sem esquecer as letras fortes e com mensagens significantes. Novamente Chuck Schuldiner superou qualquer expectativa, até ele mesmo. Nunca vi um disco que eu ficasse de boca aberta do começo ao fim, com qualidade musical, técnica e que nos faz sentir algo mais. Perder Chuck para o câncer talvez tenha sido o maior baque na história do heavy metal, muito mais do que um grande músico, uma grande pessoa. Faz falta.

àScavenger of Human Sorrow – 6:54

Bite the Pain – 4:29

àSpirit Crusher – 6:44

Story to Tell – 6:34

Flesh and the Power It Holds – 8:25

àVoice of the Soul – 3:42 (Instrumental)

To Forgive Is to Suffer – 5:55

A Moment of Clarity – 7:22

àPainkiller (Judas Priest cover) – 6:03

Iced Earth – Something Wicked This Way Comes – 1998

Tenho alguma coisa com esse disco, mesmo muitas pessoas considerando discos anteriores do Iced Earth melhores, acredito que Something Wicked This Way Comes tem qualidade suficiente para entrar nessa lista. Considero Matt Barlow um dos melhores e mais versáteis vocalistas do meio, sua voz é marcante, com um ótimo alcance e também transmite uma emoção única em cada música. A escolha do quinto disco do Iced Earth pode ter sido por seu equilíbrio, ele vai de músicas mais pesadas e rápidas até baladas intensas e melódicas. Difícil encontrar trabalhos tão bons quanto.

àBurning Times – 3:44

àMelancholy (Holy Martyr – 4:47

Disciples of the Lie – 4:03

àWatching Over Me – 4:28

àStand Alone – 2:44

àConsequences – 5:36

My Own Savior – 3:39

Reaping Stone – 4:02

1776 – 3:33

Blessed Are You – 5:05

Prophecy – 6:18

Birth of the Wicked – 4:16

The Coming Curse – 9:33

Testament – The Gathering

Essa é a volta do Testament a boa forma dos anos que os consagraram. Com melhores riffs thrash, solos mais destruidores e músicas mais rápidas, The Gathering é sempre bem elogiado onde quer que aparece, ainda mais sendo um disco com influências mais modernas do metal. A voz de Chuck Billy parece evoluir ainda mais nesse disco, com maior alcance do que os discos anteriores e uma diversidade na hora de cantar. Não é um clássico, mas é um retorno poderoso.

àD.N.R. (Do Not Resuscitate) – 3:34

Down for Life – 3:23

àEyes of Wrath – 5:26

àTrue Believer – 3:36

3 Days in Darkness – 4:41

àLegions of the Dead – 2:37

Careful What You Wish For – 3:30

Riding the Snake – 4:13

Allegiance – 2:37

Sewn Shut Eyes – 4:15

Fall of Sipledome – 4:48

Angra – Angels Cry – 1993

Quem nunca escutou Carry On que atire a primeira pedra. Em algum momento da vida de alguém que começa a ouvir metal essa pessoa irá passar por Carry On, talvez a música mais conhecido e ovacionada da banda brasileira Angra. A primeira vez que ouvi essa música, assim como todo Angels Cry, não tive palavras para descrever a sensação que me proporcionou. Lembro de pensar: o que é isso? Eram solos extremamente rápidos e melódicos, harmonia e um vocal de impressionar qualquer um (lembra de André Matos, do Viper? Ele mesmo). Disco de estreia altamente recomendado nacional e internacionalmente.

Unfinished Allegro – 1:15

àCarry On – 5:03

Time – 5:54

àAngels Cry – 6:49

Stand Away – 4:55

àNever Understand – 7:48

àWuthering Heights (Kate Bush cover) – 4:38

Streets of Tomorrow – 5:03

Evil Warning – 6:41

Lasting Child – 7:35

Angra – Holy Land – 1996

O Angra certamente deveria voltar com o segundo disco lançado. Após das ótimas críticas da estreia, eles teriam que mostrar que vieram para ficar, a continuação seria decisiva na para carreira e continuidade da banda. Com a mesma fórmula do sucesso, e a incrível habilidade individual dos músicos, a banda iria acrescentar sons brasileiros ao novo disco, um álbum conceitual e cheio de qualidade. Deu mais do que certo, boa parte do primeiro e do segundo disco entraram como clássicos eternos da banda, sempre muito pedidas nas apresentações ao vivo. Começava o sucesso, mesmo com alguns problemas adiante.

Crossing – 1:56

àNothing to Say – 6:22

Silence and Distance – 5:35

àCarolina IV – 10:36

àHoly Land – 6:26

The Shaman – 5:24

àMake Believe – 5:53

Z.I.T.O. – 6:04

Deep Blue – 5:49

Lullaby for Lucifer – 2:40

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