1980

AC/DC – Back in Black – 1980


Depois de grande sucesso com Highway to Hell, em 1979, o AC/DC conseguiu o merecido destaque no cenário musical mundial. Mesmo com a morte do vocalista Bom Scott, os garotos australianos não desanimaram e imediatamente recrutaram Brian Johnson – até hoje na ativa – e lançaram alguns meses depois Back in Black. Do começo ao fim, esse disco é um dos maiores clássicos da música. Back in Black e You Shook Me All Night Long estão entre as melhores músicas do metal. Dificilmente se consegue ficar parado com elas.

Hells Bells – 5:10
Shoot to Thrill – 5:17
What Do You Do for Money Honey – 3:33
Givin’ the Dog a Bone – 3:30
Let Me Put My Love into You – 4:16
Back in Black – 4:15
You Shook Me All Night Long – 3:30
Have a Drink on Me – 3:57
Shake a Leg – 4:06
Rock and Roll Ain’t Noise Pollution – 4:15

Judas Priest – British Steel – 1980


Sem dúvida do Judas Priest foi uma banda necessária para o desenvolvimento do heavy metal. Mesmo com bons discos nos anos 70, foi com British Steel que eles alcançaram o auge de sua importância e sucesso. Considerado um dos melhores álbuns da banda, esse disco é sempre lembrado por músicos e críticos como a definição do heavy metal. Segundo Scott Ian, guitarrista do Anthrax, British Steel pode ser o primeiro disco heavy metal, pois é um disco que seguiu com suas próprias pernas, abandonando as influências do blues. Assim como Back in Black, British Steel é um clássico que nunca envelhece. Destaque para os hinos “Metal Gods” e “Breaking the Law”.

Rapid Fire – 4:08
Metal Gods – 4:00
Breaking the Law – 2:35
Grinder – 3:58
United – 3:35
You Don’t Have to Be Old to Be Wise – 5:04
Living After Midnight – 3:31
The Rage – 4:44
Steeler – 4:30

Ozzy Osbourne – Blizzard of Ozz – 1980


Depois de lançar e ser lançado pelo Black Sabbath, Ozzy deixa a banda para embarcar em sua carreira solo. Com as brilhantes guitarras de Randy Rhoads, o resultado do primeiro trabalho longe de seus companheiros foi fantástico, não decepcionando nenhum fã. Graças a parceria com Rhoads, Ozzy conseguiu um disco mais moderno e virtuoso que seus anos no Sabbath e, assim, seguindo realmente de sua maneira uma carreira sólida e majestosa de Príncipe das Trevas.

I Don’t Know – 5:14
Crazy Train – 4:50
Goodbye To Romance – 5:36
Dee – 0:50
Suicide Solution – 4:16
Mr. Crowley – 4:56
No Bones Movies – 3:58
Revelation (Mother Earth) – 6:09
Steal Away (The Night) – 3:30

Motörhead – Ace of Spades – 1980


Como um soco na cara, Ace of Spades é alto, cru, rápido e direto. Sem frescura nenhuma, esse disco é um clássico na voz única, e rouca, de Lemmy e nas grandes músicas compostas pelo trio. Ace of Spades foi o primeiro trabalho lançado do Motörhead nos EUA, mesmo que seus primeiros álbuns tenham recebido boas críticas no Reino Unido. O melhor som para se brigar no bar ou pegar a estrada.

Ace of Spades – 2:49
Love Me Like a Reptile – 3:23
Shoot You in the Back – 2:39
Live to Win – 3:37
Fast and Loose – 3:23
(We Are) The Road Crew – 3:12
Fire Fire– 2:44
Jailbait – 3:33
Dance – 2:38
Bite the Bullet – 1:38
The Chase Is Better Than the Catch – 4:18
The Hammer – 2:48

Iron Maiden – Iron Maiden – 1980


Falar de Iron Maiden é falar da história do heavy metal, principalmente nos anos 80. Sem dúvida, o disco de estreia da donzela de ferro é um dos melhores e mais influentes que podemos conhecer. Muitas bandas apareceriam no caminho do Maiden, no entanto, nenhuma conseguiria bate-los, ainda mais com a troca do vocalista Paul Di’Anno por Bruce Dickinson anos mais tarde. Esse primeiro disco continha músicas além de seu tempo, coisa que a banda continuaria sempre a fazer. Uma vez que se escuta Iron Maiden, nunca se esquece, foi o que aconteceu.

Prowler – 3:56
Sanctuary – 3:14
Remember Tomorrow– 5:27
Running Free – 3:17
Phantom of the Opera – 7:07
Transylvania – 4:19
Strange World – 5:32
Charlotte the Harlot – 4:12
Iron Maiden – 3:35

Black Sabbath – Heaven and Hell – 1980


Com a saída de Ozzy do Black Sabbath, a banda não perdeu tempo e escolhei Ronnie James Dio como o novo vocalista. Com a grande voz do pequeno novo vocalista e as habilidades na guitarra de Tony Iommi, o Sabbath conseguiu superar sua primeira perda e lançou um dos seus melhores trabalhos em anos. Dio fez com que o antigo Black Sabbath fosse revigorado e seguisse por uma linha um pouco diferente, não é por menos que ele é um dos melhores vocalistas do gênero.

Neon Knights – 3:54
Children of the Sea – 5:35
Lady Evil – 4:26
Heaven and Hell – 6:59
Wishing Well – 4:08
Die Young – 4:46
Walk Away – 4:26
Lonely Is the Word – 5:53

Saxon – Denim and Leather – 1981


Até hoje quando falamos em Saxon, lembrados dos três grandes primeiros discos da carreira da banda, produzidos entre 1980 e 1981. Demin and Lether é o terceiro e a época de melhor forma da banda, que infelizmente iria decair logo depois. Mesmo há mais tempo na estrada que bandas do mesmo gênero como Iron Maiden e Def Leppard, o Saxon jamais alcançou a popularidade dessas duas, apesar de terem uma forte legião de fãs. Nesse disco encontramos alguns hinos do New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM), como “Princess of the Night” e “Demin and Leather”.

Princess of the Night – 4:01
Never Surrender – 3:15
Out of Control – 4:07
Rough and Ready – 4:51
Play It Loud – 4:11
And the Bands Played On – 2:48
Midnight Rider – 5:45
Fire in the Sky – 3:37
Denim and Leather – 5:25

Venom – Black Metal – 1982


Em 1981, o Venom conseguiu com seu álbum de estreia certa importância para o cenário do metal extremo. Já Black Metal, o segundo disco, foi além, conseguiu nomear um subgênero dentro do heavy metal. Mesmo cru e imperfeito, assim como boa parte do metal extremo (principalmente o black metal), o álbum trouze uma melhora nas técnicas de composição e na maneira de tocar do próprio Venom. Mesmo não sendo um grande fã de black metal, considero esse disco como um dos mais importantes da história do gênero, e as músicas são boas mesmo.

Black Metal – 3:40
To Hell and Back – 3:00
Buried Alive – 4:16
Raise the Dead – 2:45
Teachers’ Pet – 4:41
Leave Me in Hell – 3:33
Sacrifice – 4:27
Heaven’s on Fire – 3:40
Countess Bathory – 3:44
Don’t Burn the Witch – 3:20

Anvil – Metal On Metal – 1982


Mesmo nao sendo tão populares, o Anvil é uma banda canadense de certa forma importante para o cenário do speed e power metal, na verdade, na mistura de ambos os estilos. A banda juntava de forma exuberante uma grande velocidade e também uma técnica inigualável. Se não fossem tão importantes, talvez nem houvesse o documentário mais recente dedicado ao Anvil – que por sinal está bem cotado. Quer uma banda mais metal do que as que lançam discos com metal no nome?

Metal on Metal – 4:00
Mothra – 5:10
Stop Me – 5:31
March of the Crabs – 2:37
Jackhammer – 3:35
Heat Sink – 3:56
Tag Team – 4:13
Scenery – 4:47
Tease Me, Please Me – 5:00
666 – 4:48

Manowar – Battle Hymns – 1982


O Manowar nunca foi tão bem recebido pelos críticos, ainda mais com a “missão” que a banda segue na terra como enviados do Deus metal para matar “o falso metal” e serem a banda mais alta do mundo. Jamais levei a sério essa banda, a imagem que eles passam chega a ser risível, no entanto, quando se fala em musicalidade eles não deixam a desejar. O vocalista Eric Adams é sem dúvida um dos melhores do estilo, talvez seja esse o fato que faz com que o Manowar mantenha uma base sólida de fãs e seguidores. Alguma coisa tem que ter de bom.

Death Tone – 4:48
Metal Daze – 4:18
Fast Taker – 3:56
Shell Shock – 4:04
Manowar – 3:35
Dark Avenger – 6:20
William’s Tale – 1:52
Battle Hymn – 6:55

Iron Maiden – The Number Of The Beast – 1982


Com a saída do vocalista Paul Di’Anno, o Iron Maiden nunca acertou tanto quando encontrou Bruce Dickinson para substituir os antigos vocais. A banda, além de conseguir um dos melhores vocalistas do mundo, conseguiu se superar com um dos maiores clássicos do heavy metal e se firmar para sempre como uma das maiores bandas de todos os tempos. Não há muitas palavras para definir este disco, o melhor é escutar e tirar as melhores conclusões possíveis.

Invaders – 3:24
Children of the Damned – 4:35
The Prisoner – 6:03
22 Acacia Avenue – 6:36
The Number of the Beast – 4:50
Run to the Hills -3:54
Gangland – 3:49
Hallowed Be Thy Name – 7:11

Judas Priest – Screaming For Vengeance – 1982


Acho Screaming For Vegeance um disco mais criativo e comercial, bem produzido e acabado, com ótimas músicas – contendo pelo menos três clássicos. Sem dúvida a melhor faixa desse disco é “You’ve Got Another Thing Comin'”, duelando com Eletric Eye. O Priest teria um pequeno declínio em sua produtividade, mas continuará mantendo-se como uma das bandas mais influentes do heavy metal, mesmo com a saída – e anos mais tarde – o retorno de Rob Halford, que, por sinal, está cantando muito nesse disco.

The Hellion – 0:41
Electric Eye – 3:39
Riding on the Wind – 3:07
Bloodstone – 3:51
Take These Chains – 3:07
Pain and Pleasure – 4:17
Screaming for Vengeance – 4:43
You’ve Got Another Thing Comin’ – 5:09
Fever – 5:20
Devil’s Child – 4:48

Dio – Holy Diver – 1983


Assim como Ozzy, Ronnie James Dio (ex-Rainbow) deixou o Black Sabbath para formar sua própria banda com seu nome. O disco de estreia de Dio – com o guitarrista Vivian Campbell e o baterista Vinny Appice – é um clássico, dificilmente pensa-se em heavy metal sem lembrar-se desses grandes nomes que participaram do Sabbath e suas outras bandas. Uma das vozes mais brilhantes do metal com um dos discos mais influentes dos anos 80.

Stand Up and Shout – 3:18
Holy Diver – 5:51
Gypsy – 3:39
Caught in the Middle – 4:14
Don’t Talk to Strangers – 4:53
Straight Through the Heart – 4:31
Invisible – 5:24
Rainbow in the Dark – 4:15
Shame on the Night – 5:20

Def Leppard – Pyromania – 1983


O terceiro disco do Def Leppard foi de um sucesso comercial merecido e aclamado pela crítica, considerado uma obra prima. A combinação de música pegajosa bem direcionada e a entrada massiva nas rádio e na MTV fez com que a explosão de Pyromania fosse ainda maior. Eles foram uma das bandas que começaram a lotar grandes locais para shows, o que seria aparentemente comum nos anos 80.

Rock Rock (Till You Drop)
Photograph
Stagefright
Too Late For Love
Die Hard The Hunter
Foolin’
Rock Of Ages
Comin’ Under Fire
Action! Not Words
Billy’s Got A Gun

Mötley Crüe- Shout at the Devil – 1983


Anos 80 e o sexo, drogas e rock n’ roll, é disso que se trata Mötley Crüe. O segundo disco do Crüe nos mostra os primórdios do glam metal, músicos maquiados como mulheres que apenas querem saber de diversão, garotas, drogas e muita bebida. Eles ajudariam na divulgação desse estilo mais cru, que também levaria ao conhecido hard rock “farofa”. Esse disco também conta com um ótimo cover de Helter Skelter, dos Beatles.

In the Beginning – 1:13
Shout at the Devil – 3:16
Looks That Kill – 4:07
Bastard – 2:54
God Bless the Children of the Beast – 1:33
Helter Skelter – 3:09
Red Hot – 3:21
Too Young to Fall in Love – 3:34
Knock ‘Em Dead, Kid – 3:40
Ten Seconds to Love – 4:17
Danger – 3:51

Iron Maiden – Piece of Mind – 1983


Os anos 80 foram pro Iron Maiden os anos mais produtivos da carreira, quando tratamos de lançamentos de discos importantes. Desde o primeiro disco, a banda emplacou 8 grandes lançamentos, sendo Piece of Mind um deles. Nesse momento a banda começaria a usar mais elementos que enriqueceriam a composição das músicas, como livros e filmes.

Where Eagles Dare – 6:10
Revelations – 6:48
Flight of Icarus – 3:51
Die With Your Boots On – 5:28
The Trooper – 4:15
Still Life – 4:53
Quest for Fire – 3:41
Sun and Steel – 3:26
To Tame a Land – 7:27

Mercyful Fate – Don’t Break The Oath – 1983


O Mercyful Fate, também conhecida como a banda do King Diamond, lançou vários ótimos discos que seriam importantes para o gênero do black metal. Com músicas malignas, guitarras mais pesadas e sombrias, com elementos góticos e um pouco mais progressivo, esse disco contribuiu para uma nova forma no desenvolvimento musical. Sem esquecer dos vocais de King Diamond, bem diversificados, do gutural até o operístico.

A Dangerous Meeting – 5:10
Nightmare – 6:19
Desecration of Souls – 4:54
Night of the Unborn – 4:59
The Oath – 7:31
Gypsy – 3:08
Welcome Princes of Hell – 4:03
To One Far Away – 1:31
Come to the Sabbath – 5:19

Scorpions – Love At First Sting – 1983


Mesmo com o incrível Breakout (1982), o Scorpions alcançou seu maior sucesso com Love At First Sting e seu consagrado single “Rock You Like a Hurricane”. O interessante do disco é como do começo ao fim o Scorpions traz músicas diversisficadas e memoráveis, sendo assim um grande lançamento.

Bad Boys Running Wild – 3:56
Rock You Like a Hurricane – 4:12
I’m Leaving You – 4:17
Coming Home – 4:59
The Same Thrill – 3:31
Big City Nights – 4:09
As Soon as the Good Times Roll 5:03
Crossfire – 4:36
Still Loving You – 6:27

Metallica – Kill ‘Em All – 1983


Pelo menos para mim, Whiplash tornou-se um hino do thrash metal, mesmo o Metallica não tendo inventado o estilo. Eles foram responsáveis por levar o thrash metal ao maior número de pessoas possíveis, até mesmo à MTV – que seriam acusados de se venderem. Kill ‘Em All, seu disco de estreia, abriu muitas portas aos novos som e estilos de se tocar, com riff rápidos e diversificados, mesmo que ainda meio crus. Algumas das músicas desse álbum foram co-escritas com o problemático ex-guitarrista Dave Mustaine, que iria formar outra banda de sucesso, o Megadeth.

Hit the Lights – 4:16
The Four Horsemen – 7:11
Motorbreath – 3:08
Jump in the Fire – 4:39
(Anesthesia) Pulling Teeth – 4:14
Whiplash – 4:10
Phantom Lord – 4:57
No Remorse – 6:26
Seek & Destroy – 6:53
Metal Militia – 5:10

Exodus – Bonded By Blood – 1984


Esse disco de estreia do Exodus conseguiu um ótimo sucesso, além das críticas positivas ao grupo. Mesmo com uma longa carreira de sucesso, o Exodus infelizmente nunca conseguiu se equiparar ao estrondoso sucesso de seus amigos thrashers, como Metallica, Megadeth e Anthrax. Com músicas incríveis, solos matadores e riffs brilhantes, esse álbum conquistou seu espaço nos clássicos do gênero.

Bonded by Blood – 3:48
Exodus – 4:09
And Then There Were None – 4:44
A Lesson in Violence – 3:49
Metal Command – 4:16
Piranha – 3:50
No Love – 5:11
Deliver Us to Evil – 7:11
Strike of the Beast – 3:56

Metallica – Ride The Lightning – 1984


Depois do primeiro disco – Kill ‘Em All -, o Metallica retorna com seu segundo disco como um avanço sobre eles mesmos. As composições, assim como uma diversificação nas músicas, foram ponto-chave para esse sucesso imenso que estava em construção. O Metallica apareceria mais vezes em diversas listas como essa. Não há porque duvidar.

Fight Fire with Fire – 4:45
Ride the Lightning – 6:37
For Whom the Bell Tolls – 5:10
Fade to Black – 6:57
Trapped Under Ice – 4:04
Escape – 4:24
Creeping Death – 6:36
The Call of Ktulu – 8:53

Iron Maiden – Powerslave – 1984


Como eu disse, o Iron Maiden seria a grande banda dos anos 80 e a maior influência musical do heavy metal que poderia existir. Powerslave seria um álbum completo e fantástico, com grandes músicas que se tornariam clássicos eternos da banda, além de ter um bom desempenho na MTV. As granes composições, como Rime of the Ancient Mariner, de 13 minutos, e a musicalidade fazem desse disco um dos melhores da carreira do Iron Maiden.

Aces High – 4:32
2 Minutes to Midnight – 6:04
Losfer Words – 4:15
Flash of the Blade – 4:06
The Duellists – 6:07
Back in the Village – 5:03
Powerslave – 7:11
Rime of the Ancient Mariner – 13:37

Anthrax – Spreading The Disease – 1985


Parece que Spreading the Disease não envelhece, mesmo sendo um disco um pouco cru. No segundo disco do Anhtrax trouxe a estreia do talentoso vocalista Joey Belladonna. A voz de Belladonna era bem diferenciada do estilo thrash que vinha sendo feito por Metallica e Megadeth, conseguindo um destaque maior no cenário. Os riffs e solos das guitarras de Dan Spitz e Scott Ian seriam destruidores e impressionariam no disco.

A.I.R. – 5:45
Lone Justice – 4:36
Madhouse – 4:19
S.S.C./Stand or Fall – 4:08
The Enemy – 5:25
Aftershock – 4:28
Armed and Dangerous – 5:43
Medusa – 4:44
Gung-Ho – 4:34

Possessed – Seven Churches – 1985


Engraçado o Possessed nunca ter conseguido o sucesso que merecia. Não sei se é só comigo, mas sempre vejo pessoas usando camisetas deles, mesmo com uma carreira bem curta da banda. Há grande importência em Seven Churches, talvez por ter alcançado um espaço entre o thrash e o death metal. Para alguns, esse disco é o primeiro álbum death metal, discordo em certo ponto. Com faixas sombrias, como “Satan’s Curse” e “Pentagram”, músicas extremas e vocais próximos aos familiares grunhidos do death metal, Seven Churches abriu muitas portas para esse novo som que se tornaria tão popular em algumas regiões.

The Exorcist – 4:51
Pentagram – 3:34
Burning in Hell – 3:10
Evil Warriors – 3:44
Seven Churches – 3:14
Satan’s Curse – 4:15
Holy Hell – 4:11
Twisted Minds – 5:10
Fallen Angel – 3:58
Death Metal – 3:14

Slayer – Hell Awaits – 1985


Do primeiro disco para esse, o Slayer obteve um crescimento inimaginável nas composições, assim como também no som, e a qualidade aumentou significantemente. Acredito que sem Hell Awaits. O Slayer jamais conseguiria alcançar sua obra prima do próximo ano. Das músicas cheias de complexidade, com guitarras insanas, até a incansável bateria de Dave Lombardo, o disco alcançou um marco significante no thrash metal. O melhor estaria por vir.

Hell Awaits – 6:12
Kill Again – 4:53
At Dawn They Sleep – 6:16
Praise of Death – 5:17
Necrophiliac – 3:43
Crypts of Eternity – 6:37
Hardening of the Arteries – 3:57

Kreator – Pleasure To Kill – 1986


Já no segundo disco o Kreator conseguiu um belo destaque no thrash metal, além de que Pleasure To Kill ser o melhor disco da carreira desses alemães. Com uma combinação de thrash com speed metal, o Kreator emplacou riffs agressivos e bem elaborados nesse álbum, mostrando que seriam uma banda permanente no cenário. O ano de 86 é marcado por grandes lançamentos quando se fala em thrash metal, e Pleasure To Kill – mesmo algumas vezes esquecido – certamente está entre eles

Choir of the Damned (Intro) – 1:40
Rippin Corpse – 3:36
Death Is Your Saviour – 3:58
Pleasure to Kill – 4:11
Riot of Violence – 4:56
The Pestilence – 6:58
Carrion – 4:48
Command of the Blade – 3:57
Under the Guillotine – 4:38

Metallica – Master Of Puppets – 1986


Acredito que esse seja o melhor disco do Metallica. Mesmo sem a divulgação das rádios ou pela MTV, como nos discos anteriores, Master of Puppets foi um sucesso, contendo grande parte dos clássicos da banda. Qualidade thrasher reconhecível, grandes músicas, diversificadas e realmente cativantes. Certamente é Metallica em seu auge. Escute ou morra.
Battery – 5:10
Master of Puppets – 8:36
The Thing That Should Not Be – 6:33
Welcome Home (Sanitarium) – 6:27
Disposable Heroes – 8:15
Leper Messiah – 5:42
Orion (Instrumental) – 8:25
Damage, Inc. – 5:31

Slayer – Reign In Blood – 1986


Agora sim, a obra-prima de uma das bandas mais importantes do cenário. Considerado entre os três melhores álbuns de thrash metal, e também entre os 10 melhores de todos os tempos, Reign in Blood é um disco complexo, porém, direto. Com muitos riffs e intensidade, as letras também não deixam a desejar, cheias de imagens sombrias e perturbadoras – assim como também notamos pela capa. Esse definitivamente chove sangue.

Angel of Death – 4:51
Piece by Piece – 2:02
Necrophobic – 1:40
Altar of Sacrifice – 2:50
Jesus Saves – 2:54
Criminally Insane – 2:23
Reborn – 2:11
Epidemic – 2:23
Postmortem – 3:28
Raining Blood – 4:14

Megadeth – Peace Sells… But Who’s Buying? – 1986


Mais um lançamento importante, novamente em 1986, de thrash metal. No segundo disco do ex-Metallica, Dave Mustaine parece realmente acertar na medida, tornando, assim, Peace Sells um clássico do speed/thrash. Desde o álbum de estreia, as composições pareceram melhorar e também chegar a certo padrão, que ainda se mantém até os dias de hoje.

Wake Up Dead – 3:37
The Conjuring – 5:04
Peace Sells – 4:04
Devil’s Island – 5:06
Good Mourning/Black Friday – 6:41
Bad Omen – 4:05
I Ain’t Superstitious – 2:46
My Last Words – 4:49

Guns n’ Roses – Appetite For Destruction – 1987


Os garotos do Guns trariam algo diferente para o metal, um som, mesmo que pesado, mais acessível aos ouvidos. Ainda com um disco pesado, as músicas eram mais amigaveis e algumas até mais comerciais, como “Sweet Child ‘O Mine” e seu riff universal. As guitarras de Slash e Izzy Stradlin eram marcantes e traziam um diferencial interessante, assim como a voz de Axl Rose.

Welcome to the Jungle – 4:34
It’s So Easy – 3:23
Nightrain – 4:29
Out ta Get Me – 4:24
Mr. Brownstone – 3:49
Paradise City – 6:46
My Michelle – 3:40
Think About You – 3:52
Sweet Child o’ Mine – 5:55
You’re Crazy – 3:17
Anything Goes – 3:26
Rocket Queen – 6:13

Anthrax – “Among The Living” – 1987


Considerado um dos melhores discos do Anthrax, Among the Living traria mensagens cativantes com intensidade e agressividade do speed/thrash. Esse disco conta também com algumas influências de livros de Stephen King. Com grandes riffs de guitarra e os vocais de Belladonna, esse disco entra como um dos grandes lançamentos da própria banda, como também desses anos de destaque do metal.

Among The Living
Caught in A Mosh
I Am The Law
Efinkufsin (N.F.L.)
Skeleton In The Closet
Indians
One World
ADI Horror Of It All
Imitation Of Life

King Diamond – Abigail – 1987


No segundo disco solo do King Diamond, encontramos elementos muito parecidos com sua época do Mercyful Fate. A própria voz de Diamond é a mesma daquela época, só que agora parece conseguir um alcance e uma emoção maior em cada música, fazendo com que o ouvinte fique ainda mais envolvido com as histórias em cada canção. Mais forte e virtuoso, Abigail é marcante e tem o nível realmente alto de qualidade.

Funeral – 1:30
Arrival – 5:26
A Mansion in Darkness – 4:34
The Family Ghost – 4:06
The 7th Day of July 1777 – 4:50
Omens – 3:56
The Possession – 3:26
Abigail – 4:50
Black Horsemen – 7:40

Helloween – Keeper Of The Seven Keys Part I – 1987


Esse disco foi o responsável por consagrar essa brilhante banda de power metal alemão, talvez sendo a melhor formação que o Helloween já teve. Aqui aparece outro dos melhores vocalistas que o heavy metal já teve, Michael Kiske. A banda tornou-se um super grupo em composição, todos muito talentosos e que trabalhavam muito, os talentos individuais brilhavam de forma única, o que facilitou seus outros trabalhos futuros – principalmente para Kai Hansen, que deixaria o grupo em alguns anos para formar o Gamma Ray.

Initiation – 1:21
I’m Alive – 3:23
A Little Time – 3:59
Twilight of the Gods – 4:29
A Tale That Wasn’t Right – 4:42
Future World – 4:02
Halloween – 13:18
Follow the Sign – 1:46

Testament – The Legacy – 1987


Aparecendo no cenário após grupos consolidados como Metallica e Megadeth, o Testament conseguiu certo espaço no meio, mesmo não conquistando tanta popularidade como as duas principais bandas do thrash. The Legacy tem um ar de único, mesmo seguindo a tendência thrash metal que os anos 80 se acostumaram. O Testament teve muitos bons álbuns trabalhos, mas o de estreia continua como o melhor.

Over the Wall – 4:04
The Haunting – 4:11
Burnt Offerings – 5:03
Raging Waters – 4:30
C.O.T.L.O.D. (Curse of the Legions of Death – 2:28
First Strike Is Deadly – 3:41
Do or Die – 4:36
Alone in the Dark – 4:01
Apocalyptic City – 5:48

Death – Scream Bloody Gore – 1987


Apenas o disco pioneiro do gênero death metal. O Death de forma inimaginável conseguiu transformar um estilo e ajudar nos trabalhos de bandas posteriores, mesmo esse não sendo o melhor trabalho deles. Todos death metal, Scream Bloody Gore era cru e agressivo, metal extremo da melhor qualidade. Gostar de death metal é ter esse disco em mãos, além de te-lo na memória.

Infernal Death – 2:54
Zombie Ritual – 4:35
Denial of Life – 3:37
Sacrificial – 3:43
Mutilation – 3:30
Regurgitated Guts – 3:47
Baptized in Blood – 4:31
Torn to Pieces – 3:38
Evil Dead – 3:01
Scream Bloody Gore – 4:35

Queensrÿche – peration Mindcrime” – 1988


Operation Mindcrime viria para entrar para história. Com grandes composições, e uma narrativa cheia de intrigas políticas e romance, esse disco é considera o melhor do Queensrÿche. Com uma complexidade – musical e técnica – única, as músicas são envolventes, ainda mais com os vocais de Geoff Tate que parecem cada vez melhores. Um disco muito mais do que musical, ele marca o período do final da era Reagan e todas as polêmicas envolvidas. Obra-prima.

I Remember Now – 1:17
Anarchy-X – 1:27
Revolution Calling – 4:42
Operation: Mindcrime – 4:43
Speak – 3:42
Spreading the Disease – 4:07
The Mission – 5:46
Suite Sister Mary – 10:41
The Needle Lies – 3:08
Electric Requiem – 1:22
Breaking the Silence – 4:34
I Don’t Believe in Love – 4:23
Waiting for 22 – 1:05
My Empty Room – 1:28
Eyes of a Stranger – 6:39

Metallica – And Justice For All – 1988


Esse disco foi definitivo para que o mundo conhecesse o Metallica. Nesse momento eles passariam a ser chamados de vendidos devido ao vídeo-clipe da música One, que recebeu muito divulgação da MTV, quase massiva. Mais do que um disco comercial, “And Justice For All” é complexo, muito bem trabalhado e com tempos diferenciados, além da incorporação de orquestra e composições épicas. Não tem como ficar fora de qualquer lista.

Blackened – 6:41
…And Justice for All – 9:47
Eye of the Beholder – 6:30
One – 7:27
The Shortest Straw – 6:36
Harvester of Sorrow – 5:46
The Frayed Ends of Sanity – 7:44
To Live Is to Die – 9:49
Dyers Eve – 5:13

Slayer – South Of Heaven – 1988


South of Heaven veio com a tentativa de superar o clássico Reign In Blood, uma tarefa difícil. Felizmente, a sonoridade do Slayer parece ter amadurecido mais do que o esperado, continuando com a agressividade conhecida, mas também um pouco mais lento, deixando um pouco do speed para outras bandas. A evolução individual de cada música, como a voz de Tom Araya, foi algo que chamou atenção para o novo trabalho. Conseguir o impossível é um desafio e tanto.

South of Heaven – 4:56
Silent Scream – 3:06
Live Undead – 3:49
Behind the Crooked Cross – 3:14
Mandatory Suicide – 4:04
Ghosts of War – 3:52
Read Between the Lies – 3:19
Cleanse the Soul – 3:01
Dissident Aggressor (Judas Priest cover) – 2:34
Spill the Blood – 4:47


Iron Maiden – Seventh Son Of A Seventh Son – 1988


Mais clássico do Iron Maiden na lista, agora com um disco conceitual e muito bem produzido, com mais músicas cativantes e complexas. O Maiden, nos anos 80, no seu auge de criatividade, sempre fará parte dos melhores entre os melhores, até os dias de hoje não deixam a desejar.Infelizmente eles teriam uma queda incrível de produtividade nos anos 90.

Moonchild – 5:39
Infinite Dreams – 6:09
Can I Play with Madness – 3:31
The Evil That Men Do – 4:34
Seventh Son of a Seventh Son – 9:53
The Prophecy – 5:05
The Clairvoyant – 4:27
Only the Good Die Young – 4:42

Helloween – Keeper Of The Seven Keys Part II – 1988


Com a fórmula do sucesso, o Helloween decidiu lançar a continuação da história escrita em Keeper of the Seven Keys I – o que teria mais uma continuação nos anos 2000. Part II continua na mesma linha que a banda fez sua fama, com excelência e maestria nas composições, mesmo algumas faixas não sendo tão exuberantes quanto no primeiro disco. Interessante notarmos algumas músicas de Kai Hansen que nos levam a pensar em seu desgaste com o resto dos companheiros. I Want Out diz muito para quem conhece a história do Helloween.

Invitation – 1:06
Eagle Fly Free – 5:08
You Always Walk Alone – 5:08
Rise and Fall – 4:22
Dr. Stein – 5:03
We Got the Right – 5:07
Save Us – 5:12
March of Time – 5:13
I Want Out – 4:39
Keeper of the Seven Keys – 13:38

Morbid Angel – Altars Of Madness – 1989


Um ótimo lançamento para o death metal, talvez um dos mais importantes para o gênero. Acredito que essa seja a maneira de definir Altars of Madness, do Morbid Angel. Disco e banda muito importantes. Com bases brutais do death, riffs e solos incríveis, vocais agressivos de David Vincent e o talentosíssimo baterista Pete Sandoval, esse disco entrou para o hall da fama do death metal.

Immortal Rites – 4:04
Suffocation – 3:15
Visions from the Dark Side – 4:10
Maze of Torment – 4:25
Lord of All Fevers and Plagues – 3:28
Chapel of Ghouls – 4:58
Bleed for the Devil – 2:23
Damnation – 4:10
Blasphemy – 3:31
Evil Spells – 4:13

Annihilator – Alice In Hell – 1989


Já no primeiro disco o Annihilator conseguiria um imenso destaque com um álbum incrivelmente bom. Com guitarras marcantes e belas composições do “dono” do Annihilator, Jeff Waters começou de maneira brilhante sua imagem de guitarrista e compositor. Todos os instrumentos combinariam estranhamente com as vozes de Randy Rampage, uma das mais classificáveis existentes. Mesmo com muitas mudanças de formação, o Annihilator conseguiu firmar-se como uma das bandas de sucesso do metal, assim como Alice In Hell tornou-se um clássico.

Crystal Ann – 1:40
Alison Hell – 5:00
W.T.Y.D. – 3:56
Wicked Mystic – 3:38
Burns Like a Buzzsaw Blade – 3:33
Word Salad – 5:49
Schizos (Are Never Alone), Pts. 1 & 2 – 4:32
Ligeia – 4:47
Human Insecticide – 4:50

Sepultura – “Beneath The Remains” – 1989


Ainda “moleques”, o Sepultura conseguiu alcançar o patamar de disco essencial em seu terceiro álbum. Com melhores composições e técnicas thrash do que os discos anteriores, Beneath The Remains fez com que os garotos do Sepultura desse um grande pulo a frente do metal extremo. Os solos estavam mais criativos, os riffs mais extremos e melhores, sem falar na bateria e nos vocais dos irmãos Cavalera. Mais do que um disco, um passo para o sucesso.

Beneath the Remains – 05:14
Inner Self – 05:10
Stronger Than Hate – 05:54
Mass Hypnosis – 04:26
Sarcastic Existence – 04:46
Slaves of Pain – 04:04
Lobotomy – 04:59
Hungry – 04:31
Primitive Future – 03:10

Skid Row – Skid Row – 1989


Pode ser estranho para alguns as bandas de hard rock – ou hair bands – que estou colocando como boas para os anos do heavy metal, acredito que algumas são realmente importantes tanto na divulgação, como na diversificação do estilo. O disco de estreia da banda de Sebastian Bach – um excelente vocalista – se tornaria um dos meus favoritos, assim como bem divulgado por rádios e emplacaria diversos hits na MTV. O Skid Row talvez seja uma das bandas mais influentes desse meio que se destacaram. Infelizmente esse sucesso decairia com a saída de Bach.

Big Guns – 3:36
Sweet Little Sister – 3:10
Can’t Stand the Heartache – 3:24
Piece of Me – 2:48
18 and Life – 3:50
Rattlesnake Shake – 3:07
Youth Gone Wild – 3:18
Here I Am – 3:10
Makin’ a Mess – 3:38
I Remember You – 5:14
Midnight/Tornado – 4:17

Viper – Theatre of Fate – 1989


Esse talvez seja o melhor disco do Viper e um dos melhores do metal brasileiro, pelo menos o que eles demonstram maior crescimento em termos de sonoridade e letras. As letras estavam mais originais, excitantes e maduras, além de possuírem um grande intérprete a seu favor. André Matos demonstra nesse disco o talentoso cantor que seria consagrado pelo Angra mundo afora. Theatre of Fate seria um grande disco que infelizmente não teria tanta divulgação quanto merecia.

Illusions — 01:51
At Least A Chance — 03:59
To Live Again — 03:29
A Cry from the Edge — 05:11
Living For the Night — 05:26
Prelude to Oblivion — 03:45
Theatre Of Fate — 06:18
Moonlight — 04:40

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